Senador Rogério Marinho aciona MPF para ampliar investigação sobre fraudes no INSS
AGU solicitou o bloqueio de R$ 2,56 milhões de 12 associações de aposentado.
Notícias de Política – O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), protocolou nesta quarta-feira (14/5) uma representação no Ministério Público Federal (MPF) solicitando o aprofundamento das investigações sobre o escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O senador também pede o bloqueio de bens e a quebra de sigilo bancário de diversas entidades envolvidas, incluindo algumas que foram poupadas pela ação da Advocacia-Geral da União (AGU) na semana passada.
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Marinho questiona a exclusão de pelo menos quatro associações suspeitas da lista de alvos da AGU. Na ação protocolada anteriormente, a AGU solicitou o bloqueio de R$ 2,56 milhões de 12 associações de aposentados, com base na Lei Anticorrupção. A justificativa seria o envolvimento dessas entidades com pagamento de propinas ou atuação como “associações fantasmas”.
Entretanto, segundo o senador, há indícios de que outras organizações com perfis semelhantes foram ignoradas pela AGU, como a União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unsbras), ligada ao empresário Maurício Camisotti — apontado como beneficiário de R$ 43 milhões em um esquema que teria envolvido o pagamento de R$ 12 milhões ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
Outras entidades poupadas incluem a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), presidida por Américo Monte, que desde 2022 teria movimentado R$ 324 milhões após firmar acordo com o INSS. O pedido de Marinho também menciona duas associações associadas a Domingos Sávio de Castro, sócio do “Careca do INSS”, que não constam na ação da AGU apesar das transações suspeitas apontadas pela Polícia Federal (PF).
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Entidades com vínculos políticos
Na representação, Marinho solicita a investigação de entidades com ligações políticas. Entre elas está a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), presidida por Aristides Veras, irmão do deputado federal Carlos Veras (PT-PE). Um encontro fora da agenda oficial entre membros da Contag e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), também foi mencionado.
O senador pede ainda o bloqueio de bens e a apuração de responsabilidades do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), cujo vice-presidente é Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mais entidades na mira
Também estão no radar da ação protocolada por Marinho: a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer) — alvo de uma operação da PF na mesma data —, a Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), a União
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