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Política

Fraude no INSS gera discussão entre ministro Wolney Queiroz e senador Sergio Moro no Senado

Parlamentares discutem responsabilidades por fraudes e descontos indevidos em aposentadorias; ministro e ex-juiz trocam farpas durante audiência.

Por Natan AMPOST

15/05/2025 às 17:16

Notícias de política – A crise envolvendo os descontos indevidos em benefícios de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) resultou em um embate direto entre o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, e o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), durante audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, nesta quinta-feira (15).

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A sessão, que tinha como objetivo esclarecer a atuação do governo diante das denúncias de fraudes no INSS, rapidamente se transformou em palco de acusações cruzadas entre o atual ministro e o ex-ministro da Justiça. A tensão aumentou após Wolney citar uma reportagem exibida pelo Jornal Nacional, da TV Globo, que revelou que as primeiras denúncias sobre os descontos indevidos teriam sido feitas em 2020 — período em que Moro ainda ocupava o cargo de ministro da Justiça no governo Bolsonaro.

Leia mais: MPF defende que dinheiro bloqueado de associações suspeitas de fraude no INSS seja usado para ressarcir aposentados

“Um servidor do INSS denunciou à Polícia Federal, em 2020, um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários. Isso foi revelado ontem pela imprensa. Senador Moro, à época ministro da Justiça, o senhor tomou alguma providência?”, questionou Wolney Queiroz.

A resposta veio com indignação. Moro negou que tenha tido conhecimento prévio da denúncia e acusou o ministro de tentar transferir responsabilidades. “Nunca chegou ao meu conhecimento. Mas ao do senhor chegou e nada foi feito. O senhor estava no ministério quando a fraude explodiu e agora quer jogar a culpa em mim”, rebateu o senador.

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Wolney retrucou, afirmando que foi a atual gestão do presidente Lula que acionou a Polícia Federal para investigar os casos. “Nosso governo foi quem chamou a polícia. O senhor, como ministro da Justiça, tinha mais obrigação do que eu de agir”, disse o ministro.

A troca de farpas prosseguiu, e o clima esquentou. Pouco mais de uma hora após o início da audiência, Moro voltou a se pronunciar, afirmando que sua saída do Ministério da Justiça ocorreu em abril de 2020, meses antes da suposta denúncia revelada pela reportagem.

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