João Amoêdo se diz contrário às renúncias fiscais que sustentam ZFM
O candidato à Presidência do Novo, é taxativamente contrário às renúncias fiscais que o governo federal tem concedido a alguns setores da economia.
O candidato à Presidência pelo Novo, João Amoêdo, deu declaração fazendo oposição às renúncias fiscais que o governo federal tem concedido a alguns setores da economia e que seguram a Zona Franca de Manaus(ZFM).
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“Acho que a gente tem exagerado nas renúncias fiscais. A gente tem alguma coisa como R$ 284 bilhões de renúncias fiscais e 44% desse valor não tinha uma avaliação. Está valendo a pena?“, questionou, ao ser sabatinado por jornalistas do HuffPost Brasil e do Yahoo.
A declaração do candidato leva em conta a crise da Coca-Cola, na qual a multinacional pede ao governo que reconsidere a redução do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) para fabricantes de refrigerantes.
A empresa é a maior exportadora entre as empresas instaladas na Zona Franca de Manaus e se tornou manchete na Folha de S. Paulo após ameaçar deixar a produção no Amazonas caso o presidente Michel Temer não reconsidere a redução do IPI de 20% para 4% para o setor de bebidas, medida aprovada após acordo com caminhoneiros. De acordo com reportagem, a Coca-Cola pede ao governo que a alíquota do tributo fique em 15%.
“A gente não pode esquecer nunca que essas desonerações são rendas que deixaram de serem pagas pela Coca-Cola ou algum outro que vai ser paga por outro consumidor. Eventualmente quem está pagando é quem mais precisa. A gente precisa acabar com uso desses privilégios, dessas desonerações e deixar um mercado mais livre“, disse o presidenciável.
Para Amoêdo, o Estado não pode interferir no mercado. “O problema das desonerações fiscais é que você cria distorções e enviesa o mercado. E o pior: você cria uma demanda de alguns setores para pedir ao governo desonerações fiscais. Em vez de eles trabalharem no desenvolvimento de sua competitividade, no processo tecnológico, eles vêm pedir uma desoneração para o seu produto. Isso é ruim, você dá poder ao governo quando deveria dar ao consumidor, para ele fazer a melhor escolha“, explica.
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