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Amazonas

Justiça acolhe recurso do MPAM e mantém presos acusados de liderar massacre no Compaj

Os três estavam entre os 17 detentos transferidos para presídios federais.

Por Beatriz Silveira

20/05/2025 às 17:05

Notícias do Amazonas –  O Ministério Público do Amazonas (MPAM) conseguiu, neste domingo (19/05), uma importante vitória judicial ao obter a reversão da liberdade provisória concedida a três dos principais envolvidos no Massacre do Compaj, ocorrido em 2017. A nova decisão determina o restabelecimento da prisão preventiva de Janes Nascimento Cruz (conhecido como “Caroço”), Adailton Farias da Silva e Almir Nobre Teles, apontados como líderes da chacina que deixou 60 mortos em presídios de Manaus.

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A decisão foi assinada pela desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques, durante o plantão judicial de segundo grau, atendendo a um pedido de medida cautelar inominada criminal impetrado pelo MP. Na sexta-feira (16/05), os acusados haviam sido soltos por decisão do juiz plantonista da 2ª Vara do Tribunal do Júri, que expediu os alvarás fora do horário forense.

Leia também: Trio é preso suspeito de roubar até 20 celulares por dia e tentar sequestrar jovem em Manaus

Os três estavam entre os 17 detentos transferidos para presídios federais logo após os episódios de extrema violência ocorridos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), que chocaram o país e expuseram as fragilidades do sistema penitenciário amazonense.

A promotora de Justiça Laís Rejane de Carvalho Freitas, autora do recurso, alertou sobre a periculosidade dos réus e classificou a decisão anterior como uma ameaça à ordem pública. Segundo ela, a libertação dos acusados colocava em risco a segurança da sociedade, uma vez que os três têm histórico de envolvimento com organizações criminosas.

Na nova decisão, a desembargadora plantonista reconheceu que os fundamentos para a prisão preventiva permanecem válidos, especialmente diante do risco de reincidência e da gravidade dos crimes cometidos. Os mandados de prisão foram restabelecidos, e os acusados devem seguir custodiados no sistema penitenciário.

O Massacre do Compaj é considerado um dos episódios mais brutais da história carcerária do Brasil e teve repercussão internacional, revelando a dimensão do conflito entre facções e o colapso das estruturas de segurança prisional no Amazonas.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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