Comitê anticorrupção aciona MP-AM para apurar contratos entre prefeituras do AM e empresários presos com R$ 1,2 milhão
Três empresários que foram flagrados com R$ 1,2 milhão em espécie, no Aeroporto Internacional de Brasília.
- Foto: reprodução/Metrópoles
Notícias do Amazonas – O Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC) solicitou oficialmente, nesta sexta-feira (23), que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) investigue possíveis irregularidades em contratos públicos firmados por prefeituras do interior com os três empresários que foram flagrados com R$ 1,2 milhão em espécie, no Aeroporto Internacional de Brasília, na última terça-feira (20).
A apreensão, realizada pela Polícia Federal, ganhou repercussão nacional e envolveu César de Jesus Glória Albuquerque, Erick Pinto Saraiva e Vagner Santos Moitinho, todos residentes em Manaus (AM). O montante foi encontrado em malas vistoriadas por raio-X, o que chamou a atenção dos agentes federais para o volume incomum de cédulas.
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Entre as empresas citadas está a Comercial C-J Comércio de Produtos Alimentícios LTDA, cujo sócio-administrador é César de Jesus. A empresa venceu o Pregão Presencial nº 015/2025-CCC, promovido pela Prefeitura de Coari, para o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Coari).
O Comitê enfatizou que, “diante da ausência de estrutura operacional e da suspeita de lastro financeiro fictício das empresas investigadas, é urgente que os órgãos de controle averiguem quais contratos foram firmados, seus valores, objetos e se houve efetiva prestação de serviços ou pagamentos indevidos.”
Medidas solicitadas ao Ministério Público
No documento protocolado, o CACC pediu ao MP-AM:
A abertura de procedimento investigatório para apurar os vínculos das empresas e empresários com os municípios do Amazonas;
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A aplicação de medidas judiciais e administrativas caso sejam confirmadas irregularidades, visando a responsabilização dos envolvidos;
A garantia da integridade do patrimônio público, com ações que assegurem o cumprimento da legalidade, moralidade e eficiência na gestão pública.
O Comitê também reforçou a necessidade de que a investigação cubra todas as esferas de atuação dos empresários, incluindo eventuais relações com o Município de Manaus, onde também há indícios de contratos suspeitos.
Veja documento: REPRESENTAÇÃO CONTRATOS COM PREFEITURA DO AMAZONAS MAIO DE _2025
Investigações seguem com a Polícia Federal
A Polícia Federal continua apurando a origem do dinheiro e a real natureza das transações comerciais dos três presos. Em depoimento, os empresários alegaram que o valor era referente a pagamentos por serviços prestados a prefeituras e que viajavam para Goiás com o objetivo de quitar dívidas e comprar insumos.
No entanto, a justificativa foi considerada inconsistente pela PF, principalmente diante da inexistência comprovada das empresas nos locais indicados e da inviabilidade operacional para contratos de grande porte.
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