Wilson Lima defende mercado de carbono e bioeconomia como alternativas para a Amazônia
Além do mercado de carbono, o governador destacou os investimentos da atual gestão em bioeconomia.
- O governador do Amazonas, Wilson Lima, destacou avanços na implementação do sistema REDD+ e no fortalecimento da bioeconomia como estratégias para promover desenvolvimento econômico sustentável aliado à preservação ambiental durante o Encontro Anual da Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force), no Acre.
- O Amazonas estruturou projetos de carbono em unidades de conservação, com potencial de gerar até R$ 8 bilhões em créditos de carbono em 30 anos, e está finalizando o Plano Estadual de Bioeconomia, que será apresentado na COP30.
- O evento reuniu representantes de 43 governos subnacionais e reforçou a articulação internacional para soluções sustentáveis na Amazônia, destacando a importância de integração entre governos, setor privado, ciência e comunidades.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Notícias do Amazonas – Durante o Encontro Anual da Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force), realizado nesta sexta-feira (23/05), no Acre, o governador do Amazonas, Wilson Lima, destacou os avanços do estado na implementação do sistema de REDD+ e no fortalecimento da bioeconomia como estratégias para um desenvolvimento econômico sustentável e aliado à preservação ambiental.
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Em um dos eventos mais importantes para os estados que compõem a Amazônia Legal, Wilson Lima ressaltou o papel estratégico do mercado de carbono, que, segundo ele, além de proteger o meio ambiente, promove emprego e renda para as populações locais.
“São planos ousados e que nós entendemos, enquanto Governo do Amazonas, ser sustentáveis e que protegem o meio ambiente, mas, por outro lado, geram emprego, renda e aquilo que é básico para as populações. Não é fácil, em se tratando de Amazônia, e, para avançarmos, precisamos de parcerias, precisamos que os outros países também estejam conectados com essa agenda e essa realidade que vivemos na Amazônia”, declarou o governador.
Avanços no mercado de carbono
Wilson Lima apresentou os resultados alcançados pelo Amazonas na estruturação de projetos de carbono em unidades de conservação, com potencial de gerar até R$ 8 bilhões em créditos de carbono nos próximos 30 anos. O sistema REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) vem sendo implementado no estado como uma política central para aliar preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico.
Bioeconomia impulsiona nova economia florestal
Além do mercado de carbono, o governador destacou os investimentos da atual gestão em bioeconomia, um dos pilares da chamada “nova economia da floresta em pé”. O Amazonas está na fase final de elaboração do seu Plano Estadual de Bioeconomia, que será oficialmente apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), marcada para Belém, no Pará.
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O plano inclui ações para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, como o manejo de madeira, a industrialização de frutos amazônicos, o incentivo à pesca esportiva e a valorização de produtos da sociobiodiversidade, como castanha, borracha, andiroba e muru muru.
Wilson Lima também destacou a aprovação, neste ano, da Lei da Matriz Econômica-Ambiental e de Bioeconomia, que assegura o protagonismo das populações tradicionais na construção de um modelo de desenvolvimento que mantém a floresta preservada.
“A estratégia precisa ser integrada, envolvendo governos, setor privado, ciência e comunidades”, frisou o governador.
Participação internacional
O evento, sediado em Rio Branco (AC), reuniu representantes de 43 governos subnacionais de países como Brasil, Estados Unidos, México, Peru, Indonésia, Colômbia e República do Congo. O governador do Acre, Gladson Cameli, presidente da Força-Tarefa, foi o anfitrião do encontro, que também contou com a presença dos governadores de Roraima, Antônio Denarium, e do Maranhão, Carlos Brandão, além de representantes do BNDES e de diversas embaixadas.
O encontro reforçou a preparação dos estados amazônicos para a COP30 e fortaleceu a articulação internacional em torno de soluções para o desenvolvimento sustentável da região.
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