Janja elogia e defende rígido modelo de regulação das redes sociais da ditadura chinesa
Primeira-dama exaltou o fato da China ‘ter toda uma regulamentação’ sobre redes sociais: ‘se não seguir a regra, tem prisão’.
- Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Notícias do Brasil – A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, voltou a defender a regulação das redes sociais no Brasil, desta vez usando como referência o rígido modelo adotado pela China, que inclui prisão para os infratores. Em entrevista publicada nesta sexta-feira (23) pela Folha de S. Paulo, Janja contou detalhes de uma conversa que teve com o presidente chinês, Xi Jinping, durante jantar oficial na semana passada, na qual discutiram temas sensíveis como o uso do TikTok e o papel das plataformas digitais na sociedade.
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Segundo ela, Xi Jinping relatou os desafios enfrentados pelo próprio governo chinês no combate à desinformação e ao uso inadequado das redes, destacando que, na China, há uma legislação robusta que impõe até pena de prisão para quem descumpre as regras.
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“Eu falei um pouco dessa questão de como o algoritmo de entrega para fora da China e não teve nenhum mal-estar no momento. O presidente Xi falou, inclusive, que eles também têm problemas dentro da China, apesar de ter uma regulação muito forte. Lá, crianças menores de idade só podem usar telas a partir de 11 anos com horário específico, não podem ter rede social. Tem toda uma regulamentação e, se não a regra, tem prisão. Por que é tão difícil a gente falar disso aqui? Não é uma questão de liberdade e de expressão, a gente está falando de vida e de crianças e adolescentes”, disse Janja.
Janja dá a entender que modelo ideal de regulação das redes sociais é o da Ditadura Chinesa.
Mulher de Lula exaltou o fato da China “ter toda uma regulamentação” sobre as plataformas e até pena de prisão para quem “não seguir as regras”. pic.twitter.com/8ajZ5hARge
— Wagner Roberto (@wagner_rt) May 23, 2025
Quebra de protocolos
A entrevista foi publicada após relatos indicarem que Janja teria quebrado protocolo e causado constrangimento a autoridades chinesas. Janja, no entanto, minimizou a situação. “Quer dizer que eu não posso falar? Eu não sou um biscuit de porcelana. Eu não vou a um jantar só para acompanhar meu marido”, disse. “Vamos combinar que eu tenho bom senso. Me considero inteligente, sei muito bem os limites e os assuntos mais delicados”, completou, reforçando que avalia cuidadosamente o conteúdo de suas declarações antes de se pronunciar em ambientes formais.
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