PT entra com nova ação contra Eduardo Bolsonaro e pede cassação de mandato
O partido solicita a cassação do mandato do parlamentar, acusando-o de obstrução da Justiça e de atentado contra a soberania nacional.
- Foto: Reprodução
Notícias de política – O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou nesta segunda-feira (26) que vai protocolar uma nova representação contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A legenda solicita a cassação do mandato do parlamentar, acusando-o de obstrução da Justiça e de atentado contra a soberania nacional.
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A nova ação será assinada pelo presidente nacional do PT, senador Humberto Costa (PE), e pelo líder do partido na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ). De acordo com os parlamentares, Eduardo Bolsonaro tem atuado, mesmo do exterior, para deslegitimar instituições brasileiras e interferir em processos judiciais, especialmente no que diz respeito às investigações sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Atualmente vivendo nos Estados Unidos, Eduardo tem articulado campanhas contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e pedido que autoridades americanas apliquem sanções a ministros da Corte brasileira. Segundo o PT, essas ações representam uma tentativa direta de obstruir o julgamento de Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A medida complementa uma representação já protocolada no Conselho de Ética no dia 27 de fevereiro, assinada pela então presidente da sigla, Gleisi Hoffmann. Naquela ocasião, o partido apontou quebra de decoro parlamentar, citando violações ao Código de Ética da Casa, como o dever de promover o interesse público e defender a soberania nacional.
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O líder Lindbergh Farias afirmou que Eduardo Bolsonaro ultrapassou todos os limites aceitáveis para um parlamentar. “Não se trata de liberdade de expressão, mas de uma atuação sistemática contra o Estado brasileiro, fora do país e em favor de interesses próprios. Ele age como agente externo contra as instituições nacionais”, declarou.
Com a nova petição, o PT busca fortalecer a pressão dentro do Conselho de Ética para que o caso avance e leve à perda de mandato do deputado. O PL ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nova ofensiva.
Inquérito criminal
A decisão do PT de reforçar as ações contra Eduardo Bolsonaro no Conselho de Ética ocorre no dia em que a Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito contra Eduardo. A decisão da PGR foi em decorrência representação criminal protocolada por Lindbergh Farias na semana passada.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, acatou a solicitação da PGR e no final da tarde de hoje abriu inquérito criminal contra o deputado licenciado bolsonarista. Paulo Gonet, chefe da PGR, sustenta que o deputado do PL busca obstruir investigações, por meio de coação no curso do processo e atentado à soberania do Brasil.
Lindbergh comemorou a decisão da PGR. “O procurador-geral da República, Paulo Gonet, acatou ação criminal que protocolei semana passada e vai abrir inquérito para investigar a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos atuando contra o Judiciário brasileiro e a soberania nacional para tentar livrar seu pai da prisão por tentativa de golpe contra a democracia em nosso país”, escreveu ele na rede social X.
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