Flávio critica Moraes e compara Brasil à ditadura da Venezuela em meio a inquérito contra Eduardo Bolsonaro
Na publicação, Flávio acusou o Judiciário de promover perseguição política e comparou o cenário brasileiro ao da Venezuela.
- Foto: Divulgação
Notícias do Brasil – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou suas redes sociais para criticar duramente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a abertura de um inquérito contra seu irmão, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A investigação foi autorizada por Moraes a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e apura possíveis atos de Eduardo nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
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Na publicação, Flávio acusou o Judiciário de promover perseguição política e comparou o cenário brasileiro ao da Venezuela governada pelo ditador Nicolás Maduro. Para o senador, há uma escalada autoritária em curso no Brasil, impulsionada por decisões judiciais que, segundo ele, ignoram princípios constitucionais básicos. “A vontade de justiçamento é tão grande que não percebem em que prateleira colocaram o Brasil hoje”, escreveu.
Em tom irônico, o senador questionou o papel do procurador-geral da República, Paulo Gonet, insinuando que ele também estaria envolvido em uma “trama golpista”. Flávio ainda criticou a criminalização de ações sem que exista uma lei prévia que as defina como crime, reforçando a ideia de que o sistema de Justiça estaria ultrapassando seus limites constitucionais.
“O Brasil está sendo colocado de forma deliberada na mesma prateleira da Venezuela, com perseguições políticas, censura disfarçada e prisões seletivas. Isso sim é um ataque ao Estado democrático de direito”, escreveu o parlamentar, defendendo a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
As declarações acendem novamente o debate sobre os limites de atuação do STF e o conflito entre Poderes. Moraes, que é relator de uma série de investigações envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem sido alvo constante de críticas por parte de parlamentares da oposição, que o acusam de agir com parcialidade e de exercer um protagonismo político indevido.
Para setores conservadores, o Judiciário tem ultrapassado sua função de interpretar leis e passou a atuar como agente político, ameaçando liberdades civis sob o pretexto de combater “atos antidemocráticos”. A fala de Flávio Bolsonaro reflete esse sentimento e reaquece discussões sobre a responsabilização de ministros do Supremo.
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