Pastor é preso durante culto por envolvimento em golpe milionário contra professores estaduais em Manaus
Os criminosos utilizavam documentos falsificados e cooptavam indivíduos para se passarem pelas vítimas nas agências bancárias.
- Foto: Reprodução
Notícias Policiais – O pastor John Harry Santos da Silva foi preso durante um culto religioso no último domingo (1º), em Manaus, acusado de integrar uma quadrilha especializada em fraudes de empréstimos consignados. O grupo é apontado como responsável por aplicar golpes que somam mais de R$ 3 milhões em prejuízos, especialmente contra professores da rede estadual de ensino. Ao todo, sete pessoas foram presas na operação, incluindo também um pai de santo e um gerente de banco.
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De acordo com as investigações, a organização criminosa agia de maneira estruturada, coletando dados pessoais e margens consignáveis de servidores estaduais para realizar empréstimos fraudulentos. Os criminosos utilizavam documentos falsificados e cooptavam indivíduos para se passarem pelas vítimas nas agências bancárias.
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A atuação do grupo envolvia ainda correspondentes bancários, que facilitavam a abertura de contas e encaminhavam os pedidos de crédito. Já os gerentes de bancos envolvidos autorizavam os empréstimos sem seguir os protocolos internos de análise financeira. Em troca, recebiam comissões irregulares pelos valores liberados.
As transações ilícitas eram feitas com o chamado procedimento de “clique único”, por meio de aplicativos bancários, permitindo que os recursos fossem desviados sem que os verdadeiros servidores tivessem conhecimento ou precisassem ir às agências físicas.
Além de John Harry, foram detidos: Alan Douglas Pereira Barbosa, Luiz Roberto Lima Fonseca, Manoel Moreno Penha Junior, Samuel da Costa Matos, Luis Gonçalves da Silva e Jean Fábio França de Souza. Outros suspeitos ainda estão sendo procurados pelas autoridades, entre eles Pablo Kzar Andrade Costa, Peter Kalil Andrade Costa, Manoel David Miranda de Melo, Crisney Uchoa Correia, Rafael Bruno Lima de Souza e Marcos Pitter Lemos da Silva.
A operação segue em andamento, e os envolvidos devem responder por estelionato, associação criminosa e falsificação de documentos.
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