Leandro Hassum critica justiça brasileira por condenar Leo Lins: “pune comediante e deixar solto um bando de ladrão”
Hassum defendeu a liberdade de expressão no meio artístico e classificou a sentença como um retrocesso preocupante.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O ator e humorista Leandro Hassum se posicionou nesta semana em apoio ao comediante Leo Lins, condenado pela Justiça a 8 anos e 3 meses de prisão por falas consideradas preconceituosas durante um espetáculo de stand-up realizado em 2022. Em uma manifestação contundente, Hassum defendeu a liberdade de expressão no meio artístico e classificou a sentença como um retrocesso preocupante.
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“Com essa história toda do Leo Lins, se fosse para criar um slogan, seria: ‘Tudo bem vaiar, mas é covarde condenar’. Porque quando o artista está em cima do palco, ele está se expondo tanto ao aplauso quanto à vaia”, disse Hassum em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Leandro Hassum DEFENDE Léo Lins após condenação:
"Muito triste um país como o Brasil condenar um comediante e deixar solto um bando de ladrão usando gravata.”
— UpdateCharts (@updatecharts) June 5, 2025
A declaração gerou ampla repercussão entre artistas, juristas e internautas. Para Hassum, a liberdade artística está sendo ameaçada em um país que, segundo ele, deveria proteger o direito de manifestação mesmo quando o conteúdo causa controvérsia. “Um artista não sobe no palco imaginando que um dia, um país que exerce a democracia, pode condená-lo por sua liberdade de expressão, enquanto tem um bando de ladrão que sobe num palanque — não é palco, é palanque —, fala atrocidades e estão aí, roubando e metendo atestado”, afirmou o ator.
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A decisão judicial que condenou Leo Lins ainda cabe recurso, mas já levanta um debate sobre os limites do humor e da liberdade de expressão no Brasil. Especialistas divergem sobre até que ponto uma piada pode ser considerada crime, especialmente em formatos como o stand-up, conhecido por seu conteúdo provocativo e satírico.
Hassum concluiu seu posicionamento lamentando o que classificou como uma inversão de prioridades na Justiça brasileira. “Que triste. Muito triste um país como o Brasil condenar um comediante e deixar solto um bando de ladrão usando gravata”, declarou.
A defesa de Leo Lins ainda não comentou a fala de Hassum, mas o episódio reacende discussões sobre censura, liberdade artística e os limites da comédia, em meio a um ambiente social e político cada vez mais polarizado.
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