Filho de Carla Zambelli acusa Moraes de perseguição e diz que teme ser preso: “agora vem atrás de mim e da minha avó”
A deputada teve a prisão preventiva decretada além de contas bancárias e perfis nas redes sociais bloqueados.
- João Zambelli, filho da deputada Carla Zambelli, fez um desabafo nas redes sociais criticando as decisões do ministro Alexandre de Moraes (STF) que resultaram na prisão preventiva, bloqueio de contas e redes sociais de sua mãe, afetando toda a família, inclusive a avó que depende financeiramente da deputada.
- João relatou dificuldades de comunicação com a mãe e denunciou que perfis pessoais de familiares foram removidos das redes sociais, além de destacar o impacto das decisões judiciais sobre 18 assessores da deputada, reacendendo o debate sobre os limites das ações judiciais e seus efeitos colaterais.
- Carla Zambelli teve prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes após ser condenada por envolvimento na invasão do sistema eletrônico do CNJ; ela deixou o Brasil rumo à Itália e declarou que só retornará "quando o Brasil voltar a ser uma democracia".
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – João Zambelli, de 17 anos, filho da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), se pronunciou nas redes sociais nesta quarta-feira (5) em um desabafo contundente contra as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo sua mãe. Em um apelo emocionado, João classificou as medidas judiciais como “perseguição”, afirmando que a situação tem afetado profundamente não apenas a parlamentar, mas toda a sua família.
A deputada teve a prisão preventiva decretada na esteira de investigações do STF e, por determinação da Corte, teve também as contas bancárias e perfis nas redes sociais bloqueados. A decisão judicial é parte de uma série de ações recentes do Supremo contra parlamentares e influenciadores ligados a discursos considerados antidemocráticos.
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“Não é só a minha mãe que está sendo punida. Somos nós todos, inclusive minha avó, que tem 75 anos, sofre do coração e tem síndrome das pernas inquietas”, declarou João. Segundo o jovem, a avó mora com ele e a deputada em um apartamento funcional da Câmara dos Deputados, e dependia financeiramente exclusivamente da filha. “Quem sustentava a minha avó era minha mãe. E agora? Vamos morar onde?”, questionou, em tom de desespero.
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Além do impacto familiar, João afirmou que está impossibilitado de se comunicar com Carla Zambelli desde que as decisões do STF passaram a restringir suas atividades. “Nem mesmo posso mandar uma mensagem para ela”, disse.
O jovem também denunciou que perfis pessoais de familiares, inclusive da avó, foram removidos das redes sociais, o que, segundo ele, extrapola os limites do razoável. “O que a gente fez de errado? O que a minha avó fez para merecer isso?”, desabafou.
Efeitos colaterais da decisão judicial
João chamou atenção para os reflexos das decisões judiciais sobre a equipe de trabalho da deputada. Segundo ele, 18 assessores estão sendo prejudicados diretamente com o bloqueio das atividades parlamentares. “Tem funcionário com filho especial, gente doente, e todos estão sem rumo agora”, denunciou.
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A fala do filho de Zambelli reacendeu debates nas redes sociais sobre os limites das ações judiciais envolvendo autoridades eleitas e os impactos colaterais das medidas, especialmente sobre familiares e terceiros. Enquanto apoiadores da deputada acusam o Supremo de extrapolar suas prerrogativas constitucionais, críticos apontam que o Judiciário está agindo dentro da legalidade para conter discursos de ódio e ataques à democracia.
João finalizou o vídeo com um apelo emocional: “Peço com todo o meu coração: orem pela minha mãe, pela minha avó, por mim. Coloquem nossos nomes nas suas orações. É só o que eu peço. Pelo amor de Deus.”
Zambelli tem sua prisão autorizada pelo STF
Nesta quarta-feira, 4, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e decretou a prisão preventiva de Carla Zambelli.
O ministro afirma, em sua decisão, que Zambelli tentou “se furtar da aplicação da lei penal”. A decisão também pediu bloqueio dos passaportes da deputada, inclusão do nome dela na lista da Interpol, que a Câmara dos Deputados suspenda pagamentos.
A deputada deixou o país, inicialmente sobre o pretexto de fazer um tratamento médico, após ser condenada a 10 anos de prisão devido a invasão no sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com o inquérito, ela teria orquestrado a invasão executada pelo hacker Walter Delgatti Neto, no qual um mandato falso foi emitido para o ministro Alexandre de Moraes.
Carla afirmou que partirá rumo à Itália, país em que possui nacionalidade, e afirmou ser “intocável”, e irá retornar apenas “Quando o Brasil voltar a ser uma democracia”.
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Declaração de Transparência
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