Líder do PL sugere que Carla Zambelli trabalhe na Câmara e durma na prisão
Sóstenes Cavalcante afirma que modelo já foi aplicado a outros parlamentares.

Foto: Divulgação/Agência Brasil
Notícias de política – O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira (2) que, caso a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) seja presa para cumprir a pena determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ela poderá trabalhar durante o dia no Congresso e retornar à prisão à noite. A declaração foi dada durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde foi apresentada a defesa da parlamentar no processo que pode levar à cassação de seu mandato.
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“Já tivemos casos parecidos nesta Casa. Parlamentares que cumpriam pena à noite e continuavam trabalhando aqui durante o dia. Se for necessário com a Carla, será igual”, declarou Sóstenes, ao reafirmar o apoio da bancada à deputada.
Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão em regime inicial fechado e teve a perda imediata do mandato determinada pela Corte. Após a sentença, a deputada deixou o país e viajou para a Itália antes que os recursos fossem esgotados. A partir disso, teve a prisão decretada e passou a integrar o alerta vermelho da Interpol.
Apesar da decisão judicial, a Câmara dos Deputados instaurou um processo interno para avaliar a possível cassação do mandato. A Constituição estabelece que, após o trânsito em julgado, a perda de mandato deve ser aprovada por maioria absoluta da Casa. No entanto, o STF entende que, em casos como o de Zambelli — condenada a regime fechado —, a declaração pode ser feita diretamente pela Mesa Diretora, sem necessidade de votação.
Sóstenes reforçou que o partido está mobilizado para garantir a permanência de Zambelli na Câmara. “Vamos reunir a bancada, conversar com os líderes e lutar pelo mandato da nossa soldada ferida”, afirmou o líder do PL. “Carla foi a deputada mais votada do Brasil. Nosso partido está ao lado dela.”
A defesa da deputada tenta adiar o processo de cassação e pediu que ela seja ouvida por videoconferência. Até o momento, a parlamentar segue foragida e permanece fora do país. Caso seja presa, sua ausência às sessões legislativas poderá, por si só, levar à perda automática do mandato, conforme precedentes recentes da Câmara.
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