Implante contraceptivo hormonal será ofertado pelo SUS ainda este ano
Dispositivo tem eficácia de até três anos e será distribuído em UBS.

Foto: © Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Notícias do Brasil – O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer, ainda em 2025, o implante contraceptivo subdérmico de longa duração, conhecido popularmente como Implanon. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde durante reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), realizada nesta quarta-feira (2). A expectativa é que o método esteja disponível nas unidades básicas de saúde (UBS) já no segundo semestre. A medida visa ampliar o acesso a métodos contraceptivos modernos, seguros e eficazes, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Segundo o ministério, o investimento será de cerca de R$ 245 milhões. A previsão é distribuir 1,8 milhão de unidades do dispositivo, sendo 500 mil ainda este ano. Atualmente, o custo de mercado de um único implante varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
Em nota, a pasta destacou que a iniciativa está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com o compromisso de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% entre mulheres negras até 2027.
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Como funciona o Implanon
O Implanon é um bastonete fino, inserido sob a pele do braço por um profissional de saúde capacitado. Ele libera hormônios gradualmente e atua por até três anos, sem necessidade de manutenção ou aplicação contínua. Após esse período, o implante deve ser retirado e pode ser substituído imediatamente, se a paciente desejar.
A fertilidade é retomada rapidamente após a retirada. A inserção e a remoção do implante devem ser feitas por médicos ou enfermeiros habilitados, razão pela qual o governo federal também prepara um plano de capacitação técnica para os profissionais da rede pública.
Nova alternativa entre os contraceptivos do SUS
Com a incorporação do Implanon, o Brasil contará com dois métodos classificados como LARC (sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração): o DIU de cobre e, agora, o implante hormonal. Esses métodos são considerados mais eficazes por não dependerem do uso diário ou da adesão correta da usuária, como ocorre com pílulas ou injetáveis.
Além do novo implante, o SUS já oferece os seguintes métodos anticoncepcionais:
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Preservativos masculino e feminino;
Anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio;
Injetáveis hormonais mensal e trimestral;
DIU de cobre;
Laqueadura tubária;
Vasectomia.
O Ministério da Saúde também reforçou que somente os preservativos garantem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), independentemente do método anticoncepcional utilizado.

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