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Pará

Funerárias são interditadas por despejar sangue e fluídos humanos nas ruas do Pará

Sete estabelecimentos foram fechados por operarem sem licença e por práticas ilegais que representam risco ambiental e à saúde pública.

Por Hugo Guimarães

04/07/2025 às 13:49 - Atualizado em 05/08/2025 às 14:32

Foto: Reprodução

Notícias do Pará – Uma operação da Polícia Civil do Pará resultou na interdição de sete funerárias em Belém por crimes ambientais e risco à saúde pública. Batizada de “Lava Corpos”, a ação revelou um cenário alarmante: fluídos de cadáveres, sangue e substâncias químicas sendo despejados diretamente nas ruas da capital paraense, sem qualquer tratamento adequado.

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A operação foi realizada na quarta-feira (2) e divulgada na manhã desta quinta (3). Ao todo, oito funerárias foram inspecionadas em diversos bairros da cidade. Dessas, sete foram interditadas por não possuírem licença de funcionamento e por realizarem o preparo de corpos em condições sanitárias inadequadas. O descarte de resíduos biológicos e químicos — como sangue, formol e outros fluídos resultantes do embalsamamento — era feito em vias públicas, bueiros e calçadas, inclusive em áreas residenciais.

Leia mais: Curupira como mascote da COP30 provoca embate entre Nikolas Ferreira e governador do Pará

“Estamos diante de um quadro alarmante de poluição e risco sanitário. Fluídos de cadáveres, sangue e substâncias químicas eram despejados nas ruas, expondo a população a doenças e contaminando o ambiente urbano. Essa prática é criminosa e absolutamente incompatível com a dignidade do serviço funerário”, afirmou o delegado Edson Azevedo, diretor do Departamento de Material e Patrimônio (Demapa).

De acordo com a polícia, as funerárias funcionavam clandestinamente há meses, ignorando normas ambientais e sanitárias. Durante a operação, foram apreendidos documentos e materiais que servirão como prova no inquérito policial já instaurado.

Os donos dos estabelecimentos foram autuados administrativamente e responderão a processos criminais por crimes ambientais e sanitários. As penas podem variar de um a cinco anos de prisão, além de multas.

A ação foi realizada em conjunto com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Belém (Semma) e o Ministério Público Ambiental (MPA). As investigações seguem em andamento para apurar a responsabilidade de cada empresa e prevenir novos casos de contaminação ambiental na capital.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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