Greve da construção civil em Manaus chega ao fim após dias de paralisação
Uma das maiores conquistas foi a extensão da cesta básica para todos os trabalhadores.
- Foto; Divulgação
Notícias de Manaus – Foi encerrada nesta quinta-feira (3), a greve dos trabalhadores da construção civil de Manaus após dias de paralisação e intensas negociações. A proposta aprovada garante reajuste salarial de 8%, aumento de 50% no valor da cesta básica — que passa de R$ 200 para R$ 265 — e o abono das faltas durante o período da greve. A partir de janeiro de 2026, a cesta básica será reajustada novamente, passando a valer R$ 300.
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O secretário extraordinário da Prefeitura de Manaus, Sassá da Construção Civil (PT), ex-vereador da capital, esteve presente nas manifestações desde o início e atuou como articulador nas negociações entre os trabalhadores e os representantes do setor patronal. Segundo ele, o acordo garante uma série de direitos que antes eram negados ou restringidos, como o fornecimento de cesta básica para todos os operários, independentemente do número de funcionários na obra — um ponto considerado inédito nas reivindicações da categoria.
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“Foi uma vitória histórica. O patrão não queria dar aumento, nem reajustar o valor da cesta básica. Ainda queriam marcar falta para quem aderisse à greve. Conseguimos garantir que ninguém levará falta e todos receberão a cesta, inclusive os que participaram da paralisação”, destacou o secretário.
Uma das maiores conquistas foi a extensão da cesta básica para todos os trabalhadores, inclusive os que atuam por meio de empreiteiras — algo inédito para o setor. Também ficou acertada a equiparação salarial entre pedreiros e montadores de forma. Em janeiro, uma nova rodada de negociação será realizada para discutir os valores que os montadores deverão receber, respeitando a nova faixa salarial da categoria, que se aproxima da média nacional, acima de R$ 2.700.
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Além disso, foi assegurado que os empreiteiros também terão direito à cesta básica, mesmo quando houver apenas um trabalhador contratado — uma mudança significativa em relação à regra anterior, que exigia um mínimo de 35 funcionários. O valor da cesta será reajustado de forma parcial agora, com o restante negociado em janeiro de 2025.
Outro avanço citado por Sassá é a negociação por faixa salarial, que será discutida no início do próximo ano com os montadores, que poderão definir seu próprio piso salarial. A medida abre caminho para maior autonomia das subcategorias da construção civil na definição de suas condições de trabalho.
Com o fim da greve, as obras na capital amazonense devem ser retomadas gradualmente nos próximos dias. O movimento serviu como marco de resistência da categoria diante de um cenário de pressão patronal e insegurança trabalhista, mostrando a força da mobilização coletiva.
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