Emissora aliada a Lula recebeu R$5,5 milhões em emendas de petistas
Deputados e ministros petistas destinaram recursos à TVT, emissora ligada a sindicatos.

Ricardo Stuckert/PR
Notícias de política – Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) destinaram, ao longo dos últimos sete anos, R$ 5,5 milhões em emendas parlamentares à fundação responsável pela TV dos Trabalhadores (TVT), canal de comunicação com linha editorial favorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os recursos foram enviados por 21 deputados federais e senadores, entre eles os atuais ministros Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Alexandre Padilha (Saúde) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).
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A TVT é gerida pela Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ao Sindicato dos Bancários de São Paulo. De acordo com o diretor Maurício Júnior, os recursos das emendas são utilizados para desenvolver quadros e programas com foco em “comunicação pública e educativa”.
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O canal integra a Rede Nacional de Comunicação Pública e mantém convênios com a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), especialmente durante os governos do PT. Em 2024, a TVT firmou dois contratos com a estatal: um de R$ 1,8 milhão para aquisição de equipamentos e outro de R$ 800 mil para a produção de 100 programas jornalísticos. Os valores foram pagos por meio de emendas parlamentares.
Entre os que mais contribuíram estão o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o deputado Alfredinho (PT-SP), que repassaram R$ 500 mil cada. Ambos afirmam que os repasses são legais e visam fortalecer a comunicação alternativa. Outros parlamentares, como Benedita da Silva (PT-RJ), também defenderam os investimentos como forma de promover o acesso à informação em tempos de desinformação.
Apesar do alinhamento ideológico da emissora com o PT, as assessorias dos ministros reforçaram que a TVT não tem caráter partidário ou comercial, e que todos os repasses foram devidamente registrados em plataformas de transparência pública.
A fundação que administra a emissora é presidida por Paulo Roberto Salvador, que deve deixar o cargo em setembro de 2025. Ele foi réu na Operação Lava-Jato, acusado de lavagem de dinheiro em contratos ligados à Editora Gráfica Atitude. A presidência será assumida por Maurício Júnior, que hoje comanda, na prática, a estrutura da TVT.
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