Com mais de 7 mil votos, Sinésio se aproxima do 3º mandato à frente do PT-AM
Com ampla vantagem, Sinésio supera adversários internos, mas enfrenta questionamentos sobre supostas irregularidades na votação.
- Fotos: Aleam e reprodução
Notícias de política – A disputa pela presidência estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas ganhou novos contornos neste domingo (6), após a apuração dos votos indicar a ampla vantagem do deputado estadual Sinésio Campos. Apesar de liderar com folga a eleição interna da legenda, o resultado oficial ainda não foi proclamado devido a contestações e pedidos de impugnação.
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Com 7.192 votos, Sinésio aparece à frente dos outros três candidatos: o vereador José Ricardo, com 1.358 votos; Luiz Borges, com 800; e o ex-senador João Pedro, com 648. A diferença expressiva consolida Sinésio como favorito para permanecer no comando do partido por mais um mandato — o terceiro consecutivo.
A apuração, no entanto, foi marcada por tensões nos bastidores. O grupo do vereador José Ricardo entrou com pedido formal de anulação dos votos da Zonal 2, que representa a zona Leste de Manaus, alegando que teriam votado pessoas não habilitadas, ou seja, fora da lista oficial de filiados com direito ao voto.
Segundo a argumentação apresentada, houve falhas no controle da lista de eleitores, o que comprometeria a legalidade do pleito naquela zona. A Comissão Eleitoral Estadual do PT ainda analisa o pedido, o que atrasou a divulgação oficial do resultado. A expectativa é de que a decisão sobre a impugnação e a proclamação do vencedor ocorram apenas nesta segunda-feira (7).
A possível reeleição de Sinésio Campos mantém a hegemonia do atual presidente estadual do PT, que comanda o partido desde 2017. Com forte atuação na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), onde compõe a base aliada do governador Wilson Lima, Sinésio é uma das figuras mais antigas da legenda no estado.
Apesar da liderança consolidada, o deputado tem enfrentado resistência interna. Parte dos filiados questiona sua aproximação com setores considerados conservadores, além de apontar falta de diálogo com as bases petistas.
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