Lula negociou visita à Favela do Moinho com organização ligada ao PCC, aponta MP-SP
Durante a visita, o presidente Lula se comprometeu a realocar cerca de 900 famílias que vivem na área.
- Foto: divugação / Agência Brasil
Notícias de Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, Janja, visitaram a Favela do Moinho, no centro de São Paulo, no final de junho. A agenda foi previamente articulada com a Associação da Comunidade do Moinho, organização que, segundo levantamento do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), está associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e possui vínculo com o tráfico local.
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Bastidores da articulação
Dois dias antes da visita presidencial, em 25 de junho, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, esteve reunido com representantes da associação para negociar detalhes logísticos do evento. A ONG é presidida por Alessandra Moja Cunha, irmã de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como “Léo do Moinho” — apontado como líder da facção criminosa na região e preso em agosto de 2023.
Controle e apreensões na comunidade
Relatórios do Ministério Público indicam que a favela está sob domínio do PCC, com acesso restrito a não moradores. Em agosto de 2023, agentes da Polícia Civil realizaram uma operação na sede da Associação da Comunidade do Moinho, onde foram apreendidas drogas como cocaína, crack e maconha.
O que foi anunciado
Durante a visita, o presidente Lula se comprometeu a realocar cerca de 900 famílias que vivem na área. O plano prevê a transformação do terreno — pertencente à União — em um parque público. A proposta garante que nenhuma demolição ocorra antes do reassentamento das famílias, com repasse de até R$ 250 mil por núcleo familiar, sendo R$ 180 mil da União e R$ 70 mil do governo estadual.
Defesa do governo
Em nota, o ministro Márcio Macêdo afirmou que o diálogo com lideranças comunitárias é parte essencial das políticas de inclusão e habitação do governo federal, e que a reunião teve como objetivo apresentar soluções habitacionais. A Secretaria-Geral reforçou que a agenda seguiu protocolos de segurança e foi conduzida de forma transparente.
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