SUS amplia acesso a tratamentos hormonais para endometriose em todo o país
DIU com levonogestrel e desogestrel passam a ser ofertados gratuitamente.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Mulheres diagnosticadas com endometriose terão, a partir de agora, mais duas opções de tratamento disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira (9) a incorporação do DIU com levonogestrel (DIU-LNG) e do desogestrel à lista de medicamentos e dispositivos oferecidos gratuitamente na rede pública.
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A decisão foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avaliou a eficácia das novas terapias no controle dos sintomas e progressão da doença. Segundo o ministério, o DIU-LNG tem como vantagem a necessidade de troca apenas a cada cinco anos, o que favorece a adesão ao tratamento. Já o desogestrel, um anticoncepcional hormonal oral, será indicado como tratamento de primeira linha, podendo ser usado desde a primeira avaliação clínica.
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A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao que reveste o útero em locais como ovários, bexiga e intestino. Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais severas, dor pélvica persistente, dor durante as relações sexuais, infertilidade e alterações urinárias e intestinais com padrão cíclico.
Estima-se que a condição afete cerca de 190 milhões de pessoas em todo o mundo, ou 10% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
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No Brasil, a demanda por atendimento relacionado à endometriose vem crescendo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 30% nos atendimentos na atenção primária entre 2022 e 2024 — de 115 mil para quase 145 mil casos. Já na atenção especializada, o crescimento foi de 70% no mesmo período, com mais de 85 mil atendimentos registrados entre 2023 e 2024.
As internações hospitalares também aumentaram, passando de 14.795 em 2022 para 19.554 em 2024 — um crescimento de 32%. O ministério informou que, para a nova oferta ser efetivada, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Endometriose será atualizado, formalizando as orientações de uso dos novos tratamentos no SUS.
A ampliação do acesso a terapias hormonais é considerada um avanço importante na luta contra a endometriose, que ainda é subdiagnosticada e muitas vezes negligenciada, apesar do impacto significativo na qualidade de vida das pacientes.
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