Caso Viviane Costa: Após 12 anos, Justiça condena ex-marido e cúmplice por assassinato de técnica de enfermagem em Manaus
A decisão encerra um longo processo que se arrastava desde a data do crime ocorrido em 2013.
- Após mais de 12 anos de espera, o Tribunal do Júri de Manaus condenou Alesson Pessoa Mota (ex-marido, mandante) a 37 anos e 8 meses de prisão e Francisco de Almeida (executor) a 36 anos pelo assassinato da técnica de enfermagem Viviane Costa de Castro, ocorrido em 2013.
- O crime, motivado pelo fim do relacionamento entre Viviane e Alesson, foi premeditado e simulado como latrocínio; Viviane foi morta com quatro tiros enquanto dirigia para o trabalho, deixando duas filhas, uma delas de apenas 2 anos na época.
- A defesa da família destacou a dissimulação e a frieza do réu Alesson, reforçando a condenação; a decisão representa justiça para a família após anos de luta.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto; Reprodução
Notícias de Manaus – Após mais de 12 anos de espera, o Tribunal do Júri da 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus concluiu nesta quarta-feira (9) o julgamento dos réus Alesson Pessoa Mota e Francisco de Almeida, acusados de envolvimento no assassinato da técnica de enfermagem Viviane Costa de Castro, ocorrido em 23 de maio de 2013, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.
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O julgamento ocorreu no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, no bairro São Francisco, zona Sul de Manaus, sob a presidência do juiz de direito Lucas Couto Bezerra. A acusação foi sustentada pelo promotor de justiça Thiago de Melo Roberto Freire, com o apoio das advogadas Tallita Lindoso Silva e Cíntia Rossette de Souza.
Alesson, ex-marido da vítima, foi apontado como mandante do crime e condenado a 37 anos e 8 meses de prisão. Já Francisco de Almeida, considerado o executor dos disparos, recebeu pena de 36 anos de reclusão. A decisão encerra um longo processo que se arrastava desde a data do crime, e representa uma resposta judicial à família da vítima, que aguardava por justiça há mais de uma década.
- Alesson Pessoa Mota – Foto: Divulgação
- Francisco de Almeida – Foto: Divulgação
Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Viviane foi executada com quatro tiros enquanto estava dentro do seu carro, um Prisma preto, de placa OAF-1486, na avenida Timbiras, quando seguia para o trabalho no bairro Parque das Laranjeiras, zona centro-sul da cidade.
As investigações indicaram que o crime foi previamente planejado. A cena foi montada para simular um latrocínio (roubo seguido de morte). Ao parar no semáforo, Viviane foi abordada por dois homens em uma motocicleta. Um deles desceu, se aproximou da janela do veículo e atirou à queima-roupa.
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O motivador do crime, segundo o Ministério Público, foi o fim do relacionamento entre Viviane e Alesson. Eles foram casados e tinham uma filha de apenas 2 anos na época do crime. A técnica de enfermagem também era mãe de uma adolescente de 15 anos, que perdeu a mãe de forma brutal e precoce. A defesa da família informou que Alesson já havia tentado matar Viviane em 2012, o que reforça a tese de premeditação e rejeição violenta ao fim do relacionamento.
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Durante o julgamento, o MP destacou duas qualificadoras no crime: o motivo torpe, representado pelo ciúme e controle possessivo, e o recurso que dificultou a defesa da vítima, já que Viviane foi surpreendida enquanto dirigia, sem chance de reação.
Alesson chegou a negar o crime e conforme a defesa da família da vítima isso pesou na sentença condenatória. “No momento da pena o magistrado entendeu que houve dissimulação por parte dele, isso está expressamente previsto na pena. Ele demonstrou um caráter abjeto, inclusive forçando um choro diante dos jurados, falando que tinha sido privado do convívio com a filha mas quando foi questionado não sabia dizer o nome completo dela, a idade ou sequer onde a filha nasceu. Demonstrando que a conduta dele é mais reprovável do que aquela normalmente vista em crimes dessa natureza”, disse a advogada Talita Lindoso.
- Foto: Divulgação
“Era essa a resposta que a gente esperava, e foi essa que tivemos, graças a Deus. Foram 12 anos de espera, nesta luta, neste luto constante, e finalmente vou poder dormir em paz, com a certeza de que a justiça foi feita pela minha mãe. Não era justo que as pessoas que fizeram isso com ela ficassem livres”, disse a filha da vítima, Fernanda Castro, que acompanhou os três dias do julgamento.
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