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Lula culpa Bolsonaro por fracasso diplomático, mas seu histórico inclui ataques a Israel, afagos ao Irã e comparação de Trump ao nazismo

Nos últimos meses, o presidente Lula protagonizou embates públicos com líderes internacionais.

Por Natan AMPOST

10/07/2025 às 15:04 - Atualizado em 05/08/2025 às 10:28

Notícias do Brasil – Mesmo após uma série de episódios que desgastaram a imagem do Brasil no cenário internacional, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua atribuindo ao ex-presidente Jair Bolsonaro a responsabilidade por tensões diplomáticas com os Estados Unidos, Israel e outras potências ocidentais. A narrativa tem sido mantida por membros do governo, parlamentares aliados e setores do Partido dos Trabalhadores, mesmo diante de gestos e declarações recentes que colocaram o Planalto no centro de polêmicas geopolíticas.

Nos últimos meses, o presidente Lula protagonizou embates públicos com líderes internacionais. Em uma de suas falas mais controversas, chegou a comparar o ex-presidente americano Donald Trump ao nazismo, o que foi recebido com perplexidade por autoridades dos Estados Unidos. A declaração ganhou destaque na imprensa internacional e reacendeu alertas sobre o isolamento diplomático do Brasil em relação a grandes economias mundiais.

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A tensão com Washington ganhou ainda mais força após decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que ordenou a suspensão temporária da rede social X (antigo Twitter) no Brasil, além de expedir decisões sigilosas contra plataformas como Google, Meta e a própria X. A medida, classificada por críticos como censura institucionalizada, teve repercussão negativa nos EUA, onde a liberdade de expressão é um dos pilares constitucionais.

Somando-se à crise, a primeira-dama Janja Lula da Silva entrou em confronto direto com Elon Musk, CEO da X, por meio de publicações em redes sociais, em que teceu críticas pessoais ao empresário bilionário. O episódio ajudou a deteriorar ainda mais o clima entre o governo brasileiro e setores influentes do empresariado tecnológico americano.

Outro ponto sensível foi a vacância prolongada do cargo de embaixador do Brasil nos EUA, mantido vago por meses mesmo durante uma escalada de tensões entre os dois países. A ausência de uma representação diplomática ativa em Washington foi interpretada como negligência estratégica por diplomatas e analistas internacionais.

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No plano do Oriente Médio, a situação se agravou quando Lula comparou as ações de Israel contra o Hamas ao regime nazista de Adolf Hitler, mesmo diante da condenação global ao grupo extremista e dos ataques terroristas sofridos por civis israelenses. A fala provocou reações duras do governo israelense, que declarou o presidente brasileiro como “persona non grata” até que se retrate.

Ainda no campo das alianças internacionais, o Brasil sob o governo Lula optou por uma reaproximação com o Irã, país considerado patrocinador do terrorismo por potências ocidentais. Além de receber navios de guerra iranianos no Rio de Janeiro, o Planalto enviou o vice-presidente Geraldo Alckmin à posse do presidente iraniano Ebrahim Raisi, evento que reuniu líderes e representantes de grupos extremistas do Oriente Médio.

A gestão petista também coleciona episódios controversos na América Latina. Lula elogiou Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina condenada por corrupção, e autorizou o uso de avião da Força Aérea Brasileira para trazer ao país Eliane Karp, ex-primeira-dama do Peru, que responde a acusações judiciais em seu país natal.

Mesmo diante desse histórico recente, setores do governo e do PT mantêm a linha de comunicação voltada à responsabilização de Jair Bolsonaro pelos conflitos externos. A retórica, segundo fontes ouvidas por veículos como o Conexão Política, será reforçada por campanhas publicitárias coordenadas por núcleos de comunicação ligados ao Planalto, com o objetivo de reverter a percepção pública sobre a atual política externa brasileira.

Para analistas, o discurso governamental tem pouca sustentação diante dos fatos e pode representar uma estratégia arriscada de desgaste político. “Não se trata mais de herança diplomática. O Brasil, sob Lula, tomou decisões objetivas e públicas que colocam em xeque sua neutralidade e sua diplomacia tradicional. A insistência em culpar o governo anterior ignora a realidade dos gestos atuais”, afirma um especialista em relações internacionais ouvido sob condição de anonimato.

Enquanto isso, o ambiente externo se mostra cada vez mais exigente e sensível. O Brasil, historicamente posicionado como mediador e defensor da paz, vê-se agora pressionado por reações negativas de aliados estratégicos e por um desgaste crescente de sua imagem em fóruns multilaterais.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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