Bosque Clube de Manaus pode ser alvo de investigação por suposta fraude documental em processo judicial
Defesa da empresa nega qualquer intenção de fraude.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – Um dos clubes sociais mais tradicionais de Manaus, o Bosque Clube, está no centro de uma possível crise institucional sem precedentes. A instituição pode se tornar alvo de uma investigação criminal conduzida pelo Ministério Público do Amazonas e pela Polícia Civil, por conta da suposta apresentação de documento com indícios de falsidade em um processo judicial.
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A denúncia parte de um grupo de sócios que articula uma representação formal para apurar o que classificam como fraude documental. Segundo eles, o clube teria apresentado à Justiça uma declaração de faturamento anual que não corresponde à sua realidade financeira, na tentativa de se beneficiar das regras do Juizado Especial.
O caso está registrado nos autos nº 01633944-32.2025.8.04.1000, em trâmite no 18º Juizado Cível de Manaus. Nele, o juiz questionou a legitimidade ativa do Bosque Clube, já que associações civis não podem litigar no Juizado Especial, salvo se forem microempresas ou empresas de pequeno porte, o que exige comprovação formal da condição.
Para atender à exigência e manter o processo no Juizado, a diretoria da instituição apresentou uma declaração de faturamento anual de apenas R$ 352 mil. No entanto, segundo documentos internos como balancetes e demonstrativos de resultado do exercício (DREs), os valores movimentados pelo clube giram em torno de milhões de reais por ano.
Essa discrepância acendeu o alerta entre os sócios e pode configurar crimes como falsidade ideológica, fraude contábil e fraude processual.
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A repercussão do caso levou o grupo de associados a tentar convocar uma assembleia extraordinária com o objetivo de exigir prestação de contas detalhada da atual gestão, além de esclarecimentos públicos sobre o ocorrido.
Outro lado
A diretoria do clube negou qualquer intenção de fraude e atribuiu a divergência nos dados a um “erro técnico” do contador recém-contratado. Segundo o advogado da instituição, o profissional estaria em fase de adaptação e teria cometido um equívoco nos lançamentos financeiros.
“Jamais o Bosque Clube teve o ânimo de fraudar documentos, ainda mais por algo tão insignificante. Se não se enquadrasse o processo no Juizado Especial, certamente o faria na Justiça Comum. Optou-se pelo Juizado Especial devido à celeridade, apenas. E a instituição confiou no profissional contador”, afirmou em nota a defesa do Bosque Clube.
“Certamente, o profissional deve ter se equivocado nos lançamentos”, completou a assessoria jurídica do clube.
*Com informações do Fatos Marcantes
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