Lula publica artigo contra tarifas de Trump em 8 jornais internacionais
Presidente brasileiro alerta para riscos ao comércio global e cobra reconstrução da ordem multilateral.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Notícias do Mundo – Em resposta à decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um artigo em pelo menos oito jornais internacionais, criticando o protecionismo e defendendo o fortalecimento do comércio multilateral.
PUBLICIDADE
Lula alertou que “a lei do mais forte ameaça o sistema multilateral de comércio” e reforçou a importância da Organização Mundial do Comércio (OMC), que, segundo ele, vem sendo esvaziada por medidas unilaterais que prejudicam países em desenvolvimento.
Governo promete reciprocidade
Sem citar diretamente Trump no texto, Lula afirmou que o Brasil responderá caso as tarifas sejam de fato implementadas. O país utilizará a nova Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso em junho, para aplicar tarifas equivalentes sobre produtos importados dos Estados Unidos.
“Se nos cobrarem 50%, cobraremos 50%”, declarou o presidente em entrevista após a publicação do artigo.
Leia mais em: Argentina negocia isenção tarifária com os EUA enquanto governo Lula enfrenta taxa de 50%
Imprensa internacional e críticas à medida americana
Veículos como The Guardian, Le Monde, El País, Der Spiegel e Clarín destacaram o impacto da decisão americana e a repercussão política da medida, que foi classificada como “exagerada” e “instrumentalização do comércio para fins políticos”. Muitos analistas viram a ação como uma retaliação ao processo judicial que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro.
PUBLICIDADE
As críticas também apontam que tarifas elevadas podem agravar a inflação global, prejudicar cadeias produtivas e gerar incerteza entre países parceiros dos EUA.
Setores afetados e impactos econômicos
Com os Estados Unidos sendo o segundo principal destino das exportações brasileiras, os setores mais afetados seriam o agronegócio, especialmente carne bovina e café, além de produtos manufaturados. Exportadores brasileiros já demonstram preocupação com contratos em vigor e possíveis prejuízos.
Enquanto isso, o governo Lula avalia recorrer à OMC e reforçar articulações diplomáticas com outros países afetados por medidas protecionistas similares.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos





