Saiba quem era a enfermeira amiga de Juliette que foi assassinada pelo ex-namorado
O caso se soma à triste estatística de feminicídios no Brasil, onde, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – A enfermeira Clarissa Costa Gomes, de 31 anos, foi brutalmente assassinada na última quarta-feira (9/7), em sua própria casa, no bairro Jardim Cearense, em Fortaleza. O crime foi cometido pelo ex-namorado da vítima, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, de 26 anos, que não aceitava o fim do relacionamento. Ele foi preso horas depois do crime e autuado em flagrante por feminicídio.
O caso gerou grande comoção nas redes sociais e repercussão nacional após a ex-BBB Juliette Freire se pronunciar emocionada. Clarissa era amiga pessoal da cantora e campeã do Big Brother Brasil 21, que lamentou a tragédia e cobrou mais atenção para sinais de relacionamentos abusivos. “Era uma menina maravilhosa, estudiosa, educada, doce. Enfermeira neonatal, cuidava dos bebezinhos. A gente está sem chão”, disse Juliette.
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Juliette lamenta morte de sua amiga, vítima de feminicídio, e faz alerta para seguidoras:
“Se você tiver em uma relação minimamente violenta não permaneça, peça ajuda, a gente queria muito que ela tivesse pedido pra conseguir evitar isso.” pic.twitter.com/54cIqhYfTY
— POPTime (@siteptbr) July 11, 2025
Quem era Clarissa?
Formada em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Clarissa era reconhecida pela dedicação e doçura com que tratava seus pacientes. Trabalhava em dois hospitais públicos de Fortaleza — o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e o Hospital Dr. César Cals —, atuando na unidade neonatal, cuidando de recém-nascidos em situação de risco.
Colegas e amigos relataram que ela era uma jovem discreta, simpática e gentil, que se destacava pelo profissionalismo e sensibilidade. “Ela sempre foi uma pessoa calma, muito doce. Uma enfermeira exemplar, que amava o que fazia”, relatou uma amiga próxima.
O crime
De acordo com a investigação da Polícia Civil do Ceará, o crime ocorreu enquanto Clarissa estava sozinha em casa. Matheus, que trabalhava como técnico em gestão ambiental, a visitou e cometeu o homicídio. Logo após o crime, ele fugiu do local, mas foi localizado e capturado por agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em um condomínio no bairro Maraponga.
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Amigos informaram que o relacionamento havia terminado recentemente e que Matheus não aceitava o fim. Os dois se conheceram em uma igreja e estavam juntos há pouco mais de um ano. Clarissa nunca havia demonstrado sinais visíveis de que estava em um relacionamento abusivo, o que aumentou o choque entre familiares e conhecidos.
“Esse foi o primeiro namorado dela. Nunca teve um sinal. Não houve uma gradação. Simplesmente hoje a gente acorda com essa notícia”, lamentou Juliette nas redes sociais. “Será que a gente não percebeu? Será que não teve um pedido de socorro?”, questionou a artista, visivelmente abalada.
Comoção e notas de pesar
A morte da jovem mobilizou diversas instituições e entidades ligadas à saúde e à defesa das mulheres. O Hospital Geral de Fortaleza emitiu uma nota de pesar prestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho. “Neste momento de profunda dor, todos que fazem o HGF manifestam solidariedade à família, aos ex-colegas e amigos enlutados”, diz a publicação.
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O Sindicato dos Enfermeiros do Ceará também se pronunciou nas redes sociais e exigiu justiça: “Toda a categoria do Ceará se une em luto, somando-se às vozes que exigem justiça por Clarissa e por todas as mulheres vítimas de violência”, destacou a entidade.
O caso se soma à triste estatística de feminicídios no Brasil, onde, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de feminicídio a cada 6 horas. Especialistas alertam que, muitas vezes, os sinais de controle, ciúmes e abuso emocional não são percebidos nem pelas vítimas, nem por seus círculos mais próximos — o que reforça a importância de políticas públicas de prevenção e conscientização.
Justiça e responsabilização
Matheus Anthony segue preso e responderá por feminicídio qualificado, crime que prevê pena de 12 a 30 anos de prisão, agravada quando cometido por motivo torpe e contra mulher em razão de gênero. A Delegacia da Mulher acompanhará o caso em paralelo com o DHPP.
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