PGR recusa perdão judicial a Mauro Cid e aponta omissões em delação sobre tentativa de golpe
Para Paulo Gonet, ex-ajudante de Bolsonaro adotou postura ambígua e prestou depoimentos superficiais; colaboração garantirá apenas redução mínima de pena

Foto: © Ton Molina/STF
Notícias de Politica – A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou o pedido de perdão judicial ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no processo que investiga o núcleo central da tentativa de golpe de Estado em 2022. A manifestação foi enviada nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF), dentro das alegações finais da ação penal que envolve Bolsonaro e outros aliados.
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Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Cid apresentou um comportamento considerado “ambíguo” durante o cumprimento do acordo de delação premiada, com episódios de resistência e omissões em seus depoimentos. Gonet afirmou que o militar “não reconheceu plenamente sua participação nos fatos” e forneceu informações que foram consideradas “superficiais e pouco esclarecedoras”, especialmente em relação aos episódios mais graves investigados.
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Diante disso, a PGR propôs que Mauro Cid tenha direito apenas à redução mínima de um terço da pena — benefício previsto em lei para colaboradores —, descartando a possibilidade de perdão completo ou substituição da pena por medidas alternativas, como prestação de serviços comunitários.
Apesar das críticas, o procurador não pediu a anulação do acordo de colaboração firmado com o militar, diferentemente do que pleiteiam algumas defesas, inclusive a de Jair Bolsonaro. Gonet defende que, mesmo limitada, a colaboração de Cid contribuiu com as investigações e pode ser levada em consideração no julgamento dos demais réus.
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