Falso Personal Trainer é indiciado por três estupros em Boa Vista
Além delas, outras dez testemunhas foram ouvidas e afirmaram ter sido abordadas pelo suspeito.
- Foto: Reprodução
Notícias de Roraima – A Polícia Civil de Roraima concluiu o inquérito e indiciou Edy Lourenço, de 37 anos, por três crimes de estupro contra mulheres na capital roraimense. O acusado se apresentava como personal trainer, embora não tivesse formação nem registro profissional na área.
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O caso ganhou visibilidade após uma série de denúncias anônimas veiculadas nas redes sociais, que foram investigadas pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC).
As investigações revelaram que Edy Lourenço se aproximava das vítimas oferecendo serviços de acompanhamento físico e aplicação de anabolizantes. Segundo a polícia, ele usava essa estratégia para criar um vínculo de confiança, manipulando e constrangendo as mulheres.
Três vítimas relataram em depoimento ter sofrido abusos sexuais entre 2018 e 2023. Além delas, outras dez testemunhas foram ouvidas e afirmaram ter sido abordadas pelo suspeito, mas não cederam às suas investidas. A Polícia Civil de Boa Vista informou que o falso personal trainer também solicitava vídeos e fotos íntimas das vítimas, sob o pretexto de avaliar os resultados dos treinos, além de oferecer substâncias anabolizantes de forma irregular.
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Edy Lourenço foi preso em flagrante em fevereiro deste ano, em Boa Vista, durante a Operação “Ciclo Final”. Na ocasião, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em sua residência, onde foram encontrados frascos, seringas e anabolizantes sem autorização da Anvisa. Por essa razão, ele também foi autuado por crime contra a saúde pública.
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Por meio de nota, a defesa de Edy Lourenço negou as acusações, alegando que os atos sexuais mencionados no inquérito ocorreram de forma consensual, sem o uso de violência, ameaça ou coação. Os advogados argumentam que as vítimas mantiveram contato com o investigado mesmo após os supostos crimes e que há conversas de WhatsApp que comprovariam a inexistência de abuso.
A defesa ainda afirmou que, em um dos casos, o investigado teria sido alvo de tentativa de extorsão após se recusar a pagar uma mulher que, segundo ele, se apresentou como profissional do sexo apenas após o ato. “Confiamos que, ao final do processo legal e com a devida perícia técnica nos aparelhos apreendidos, a inocência de Edy será comprovada”, conclui a nota da defesa.
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