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Justiça condena skinheads que atacaram 3 jovens judeus em Porto Alegre

Ataques ocorreram há 13 anos e uma das vítimas foi gravemente ferida.

Por Hugo Guimarães

20/09/2018 às 12:43

Depois de dois dias de julgamento, a juíza Cristiane Busatto Zardo, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, condenou à reclusão os três homens acusados de atacar três jovens judeus, em Porto Alegre. Laureano Vieira Toscani e Thiago Araújo da Silva foram condenados a 13 anos de prisão em regime inicialmente fechado, Fábio Roberto Sturm a 12 anos e oito meses de reclusão.Thiago e Fábio, de acordo com a magistrada, poderão recorrer em liberdade.

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O crime ocorreu em 2005, no Bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, e causou comoção na capital. O julgamento não foi diferente e reuniu parentes, amigos e curiosos. Os três réus foram julgados por tentativa de homicídio triplamente qualificado, tendo entre as alegações motivo torpe – crime cometido única e exclusivamente por discriminação às vítimas, já que foram identificadas como seguidoras do judaísmo.

Para o Ministério Público (MP), os agressores pertencem a uma organização criminosa denominada Carecas do Brasil, uma facção de skinheads, que divulga ideologia preconceituosa contra grupos raciais e sociais, incluindo judeus, negros, homossexuais e punks.

Ataques

Pela denúncia do MP, na madrugada de 8 de maio de 2005, Rodrigo Fontella Matheus, Edson Nieves Santanna Júnior e Alan Floyd Gipsztejn caminhavam pela esquina das ruas Lima e Silva e República, Bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, quando foram atacados por um grupo de skinheads, de ideologia neonazista.

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As vítimas usavam quipás (chapéu, em forma de circunferência, usado pelos judeus). Os agressores, que estavam em um bar, viram os jovens judeus e partiram para o ataque.

Rodrigo Fontella Matheus foi golpeado com arma branca, socos e pontapés, mas em meio às agressões foi socorrido por pessoas que passavam no local.

Edson Nieves Santanna Júnior também foi atacado pelo grupo com golpes de arma branca, mas conseguiu escapar e buscar abrigo dentro de um bar. Por último, Alan Floyd Gipsztejn foi agredido, mas também conseguiu se esconder em um bar.

Fonte: Agência Brasil

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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