Nikolas Ferreira protocola pedido de impeachment contra Lula na Câmara
Parlamentares alegam que conduta do presidente na política externa comprometeu a dignidade nacional.

Foto: Reprodução
Notícias de política – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou nesta terça-feira (15) um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob acusação de ter cometido crimes de responsabilidade previstos no artigo 85 da Constituição Federal e na Lei nº 1.079/1950.
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O documento, assinado por Nikolas e outros 71 deputados, denuncia uma série de ações da política externa do governo que, segundo os parlamentares, ferem princípios constitucionais, colocam em risco a segurança nacional e desgastam a imagem do Brasil no cenário internacional.
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Condutas questionadas
Entre os episódios citados no pedido estão:
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- A autorização para que navios de guerra do Irã atracassem em território brasileiro;
- A recusa do governo em reconhecer o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organização terrorista, mesmo diante de um pedido formal dos Estados Unidos;
- O apoio público à desdolarização do comércio global no âmbito do BRICS;
- Declarações públicas polêmicas e críticas a líderes internacionais, como o ex-presidente dos EUA Donald Trump.
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Segundo o requerimento, essas condutas atentariam contra a dignidade, honra e decoro exigidos ao chefe do Executivo, além de exporem o país a sanções econômicas e ao isolamento diplomático.
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Trâmites e expectativas
Nikolas Ferreira declarou que “a política externa deve defender os interesses do povo brasileiro, e não os de regimes autoritários ou de ideologias radicais”. O pedido agora será analisado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que decidirá se aceita ou arquiva o processo.
Caso seja aceito, uma comissão especial será formada para emitir parecer sobre a denúncia. Lula terá o prazo de dez sessões para apresentar sua defesa por escrito. Em seguida, o relatório será votado em plenário. Se aprovado por dois terços dos deputados (342 votos), o processo seguirá para o Senado.
O Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido. Nos bastidores, a avaliação é de que a iniciativa tem pouco respaldo político e dificilmente avançará no Congresso.
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