Homem é flagrado carregando jacaré no ombro em avenida de Manaus e cena viraliza
O momento foi registrado em vídeo por um motorista que passava pelo local.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – Uma cena inusitada chamou a atenção de motoristas e pedestres na avenida Desembargador João Machado, no bairro Planalto, zona Centro-Oeste de Manaus, nesta quarta-feira (17). Um homem em situação de rua foi flagrado carregando um jacaré vivo no ombro, caminhando tranquilamente em meio ao trânsito.
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O momento foi registrado em vídeo por um motorista que passava pelo local. Ao ser questionado sobre o animal, o homem respondeu com ironia: “Símbolo da Lacoste, vivinho. Bota no Instagram. Peguei no igarapé. Vai ser só uma marmita para eu comer e uma pedra para eu fumar”, disse sorrindo, fazendo referência à famosa marca de roupas que tem um jacaré como logotipo.
Uma mulher, preocupada com a cena, alertou: “Tu vai ser preso, rapaz. Não pode pegar o animal”. O homem rebateu com naturalidade: “Moro na rua, peguei pra comer. Preso não.”
A gravação rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando milhares de compartilhamentos, curtidas e reações, que variaram entre o humor diante da situação insólita e a indignação por conta do possível crime ambiental envolvido.
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Crime ambiental
De acordo com a legislação brasileira, a caça, captura, transporte e consumo de animais silvestres sem autorização configuram crime ambiental, previsto na Lei nº 9.605/98, com pena que pode variar de seis meses a um ano de detenção, além de multa.
O jacaré, apesar de comum em igarapés e áreas alagadas da região Norte, é um animal silvestre protegido por lei. A Polícia Ambiental ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Organizações de proteção animal e ativistas ambientais reforçaram nas redes sociais a necessidade de conscientização sobre o tráfico e o consumo de fauna silvestre na Amazônia, problema que persiste mesmo com ações de fiscalização.
A cena, que mescla tragédia social e violação ambiental, expõe a dura realidade de pessoas em situação de rua na capital amazonense, além da falta de políticas eficazes para proteger a fauna local e garantir dignidade a essa parcela da população.
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