Conselheiro de Trump sai em defesa de Bolsonaro e acusa Moraes de perseguição política: “táticas ditatoriais”
Jason Miller afirmou que “o mundo inteiro está assistindo às táticas ditatoriais e antidemocráticas de Moraes.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – Jason Miller, que é conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e fundador da rede social Gettr, utilizou seu perfil na plataforma X (antigo Twitter) nesta sexta-feira (18) para prestar apoio público ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação ocorreu após nova operação da Polícia Federal contra Bolsonaro, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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“O mundo inteiro está assistindo às táticas ditatoriais e antidemocráticas de Alexandre de Moraes, e dezenas de milhões de pessoas estão com você. Não descansaremos até que a perseguição política acabe”, escreveu Miller, em inglês, marcando o perfil do ex-presidente brasileiro.
Em outra publicação, Miller classificou o cenário político brasileiro como uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro. “Movimento corajoso de Alexandre de Moraes para anunciar ao mundo que quer todo o crédito pela perseguição política e caça às bruxas contra o presidente Jair Bolsonaro! Agora sabemos quem realmente manda no Brasil”, afirmou o aliado de Trump.
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A conta oficial de Moraes na rede social, citada por Miller, foi desativada em fevereiro de 2025. À época, o próprio ministro confirmou em entrevista que havia deixado a plataforma: “Me retirei”, limitou-se a dizer.
As falas de Miller reverberaram rapidamente entre apoiadores de Bolsonaro e aliados conservadores tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O apoio internacional reforça a estratégia da ala bolsonarista de internacionalizar as críticas contra o STF e denunciar uma suposta perseguição institucional. A operação da PF, que incluiu mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente, integra o inquérito que apura tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Não é a primeira vez que Jason Miller se pronuncia contra Alexandre de Moraes. Em ocasiões anteriores, o norte-americano já havia chamado o ministro de “ameaça à democracia”, criticando principalmente sua atuação em decisões envolvendo a regulação e bloqueio de perfis nas redes sociais.
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