Marina Silva afirma que grupo de trabalho para BR-319 “não é acordo, é procedimento técnico”
Marina Silva também destacou a importância de conciliar os grandes projetos de infraestrutura com a educação ambiental.
- Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. – Foto: Jhonata Lobato / AM POST
Notícias do Amazonas – Durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (21) em Manaus, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, esclareceu que o grupo de trabalho criado para discutir a pavimentação da BR-319 não representa um acordo político, mas sim um procedimento técnico necessário para avaliar a viabilidade ambiental do projeto.
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Questionada sobre a mudança de postura do governo em relação à obra e as esfera na educação ambienta, Marina reforçou que não se trata de dizer simplesmente “não pode”, mas sim de identificar como pode ser feito com responsabilidade. “Os empreendimentos que trazem impactos ambientais exigem gerenciamento desses impactos. Eu sempre digo que não dizemos apenas o que não pode, mas o como pode da forma certa”, declarou.
A ministra ressaltou que, há quase 20 anos, defende a necessidade de um Estudo de Impacto Ambiental mais abrangente — no caso da BR-319, uma Avaliação Ambiental Estratégica. Essa metodologia considera toda a área de influência do empreendimento e permite análises mais completas das consequências socioambientais. “Esse procedimento é adotado no mundo todo. Todos os grandes empreendimentos realizam esse tipo de avaliação antes de seguir adiante”, explicou.
Marina Silva também destacou a importância de conciliar os grandes projetos de infraestrutura com a educação ambiental. “A educação ajuda a esclarecer e informar a sociedade sobre os impactos e alternativas. Precisamos educar as pessoas — e a nós mesmos — a viver num mundo que tem condicionantes”, afirmou.
A ministra ainda reiterou que a região onde se localiza a BR-319 é sensível do ponto de vista ambiental. Segundo ela, o desmatamento no trecho pode afetar diretamente o regime de chuvas da Amazônia, Sudeste e Centro-Oeste do país. “Não podemos pagar para ver”, concluiu.
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