A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Amazonas

UEA e Eneva vão mapear uso de oleaginosas amazônicas para produção de diesel verde

Projeto ‘Diesel Verde na Amazônia’ visa impulsionar transição energética sustentável no Amazonas.

Por Hugo Guimarães

24/07/2025 às 09:07 - Atualizado em 05/08/2025 às 09:22

UEA e Eneva vão mapear uso de oleaginosas amazônicas para produção de diesel verde

Foto: Divulgação

Notícias do Amazonas – A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio da Escola Superior de Tecnologia (EST), e a empresa Eneva, em parceria com outras instituições, iniciaram, nesta terça-feira (23/7), as atividades do projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) “Diesel Verde na Amazônia”. A iniciativa tem como foco o estudo do potencial de oleaginosas nativas como matéria-prima para a produção de diesel verde (HVO), um combustível renovável que reduz emissões de gases de efeito estufa e pode fortalecer a bioeconomia regional.

O lançamento oficial aconteceu no auditório do Laboratório Saltu, da EST/UEA, durante um workshop que reuniu pesquisadores, representantes do setor produtivo e autoridades. A programação incluiu a reunião de kick-off do projeto, palestras técnicas, debates sobre políticas públicas e reflexões sobre o papel da Ciência e Tecnologia na transição energética do Amazonas.

PUBLICIDADE

O reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, destacou a importância do projeto para a estratégia institucional da universidade na expansão da produção científica. “A UEA tem investido em projetos que aproximam a produção científica das demandas reais da sociedade. Essa iniciativa representa um passo importante no fortalecimento da pesquisa aplicada e no apoio ao desenvolvimento sustentável da região”, afirmou.

Leia mais: UEA abre inscrições para Vestibular 2025 e SIS com mais de 3,8 mil vagas

De acordo com a Prof.ª Dra. Patrícia Melchionna, integrante do projeto e pesquisadora do Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT) da UEA, as metas são, ao longo de 30 meses, transformar oleaginosas em HVO, criar uma planta-piloto, fazer análises técnicas econômicas e avaliar a aplicação do combustível no transporte fluvial e na geração de energia elétrica.

“O diesel verde tem características muito parecidas com a do diesel fóssil, porém ele é uma fonte renovável. Sendo assim, nossa proposta visa apoiar comunidades locais que possam vir a produzir essa oleaginosa. Dentro dos nossos laboratórios, vamos verificar aquelas propriedades interessantes para que possamos escolher uma oleaginosa, de fato, capaz de suprir essa demanda”, explicou.

PUBLICIDADE

Para o coordenador de Relações Institucionais da Eneva na região Norte, Márcio Lira, a parceria entre setor produtivo e universidade é essencial para promover soluções baseadas em ciência e inovação. Segundo ele, as expectativas são positivas quanto ao potencial do projeto de transformar a realidade das comunidades do interior e promover a transição energética.

“A gente está muito feliz hoje aqui na EST/UEA. Imagine se com essa pesquisa a gente concluir que o HVO, a partir dessas oleaginosas, pode ser usado nas rabetas do interior, por exemplo. Isso significa diminuição de custo, menos poluição e, também, conexão com as comunidades do interior”, afirmou o coordenador da Eneva, maior operadora privada de gás natural do país.

Protagonismo

O diretor da EST/UEA, Prof. Dr. Jucimar Silva Junior, destacou que a iniciativa reafirma o protagonismo da universidade na produção de conhecimento científico voltado à resolução de problemas concretos da Amazônia. Ele também ressaltou a importância de aproximar a academia do setor privado para gerar soluções de impacto real.

“A EST/UEA consolida-se como protagonista em projetos de PD&I que dialogam com os grandes desafios da Amazônia e do Brasil. O ‘Diesel Verde na Amazônia’ é um exemplo de como a ciência, aliada ao setor produtivo, pode transformar a biodiversidade em soluções sustentáveis, capazes de gerar conhecimento, emprego e desenvolvimento com responsabilidade ambiental”, afirmou o diretor.

Além da EST/UEA e Eneva, integram o projeto de PD&I pesquisadores da empresa Essenz Soluções Técnico-Econômicas em Projetos e Estudos Regulatórios Ltda., do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras (ISI B&F) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O evento de lançamento do “Diesel Verde na Amazônia” contou, também, com a presença do presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Lúcio Flávio Morais de Oliveira, e do secretário de Estado de Mineração, Energia e Gás (Semig), Ronney Peixoto, que representou o Governo do Amazonas no encontro.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O autismo é um Universo Paralelo que incessantemente pede permissão para fixar-se no terreno dos saberes.

JESUS,D.F

Últimas notícias

Manaus

Rodoviários anunciam greve do transporte coletivo em Manaus para a próxima terça-feira (7)

Categoria aprovou paralisação em assembleia e cobra pagamento de salários, FGTS, INSS e gratificações.

há 17 minutos

Brasil

PF encontra dinheiro escondido em livro falso durante operação contra grupo ligado a Sóstenes Cavalcante

As medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridas no Distrito Federal.

há 36 minutos

Desaparecidos

Polícia Civil divulga imagem de adolescente desaparecida em Manacapuru e pede ajuda nas buscas

Nayra Correia da Silva, de 14 anos, está desaparecida desde o último sábado (27).

há 40 minutos

Caiu na rede é post!

Davi Brito publica vídeo íntimo com namorada e viraliza na web; confira

Campeão do BBB 24 publicou momento inusitado com Emilly Araujo.

há 56 minutos