Alexandre de Moraes comete erro grotesco de português em decisão que descarta prisão de Bolsonaro
O caso rapidamente repercutiu nas redes sociais.
- (Foto: Antonio Augusto/STF)
Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, cometeu um erro gramatical básico em uma decisão judicial publicada nesta quinta-feira (24/7), o que rapidamente repercutiu nas redes sociais. O equívoco ocorreu em um trecho da decisão em que o magistrado descartou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Ao tentar enfatizar que a Justiça está atenta às atitudes de Bolsonaro, Moraes escreveu: “Como diversas vezes salientei na Presidência do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (sic), a JUSTIÇA É CEGA MAIS NÃO É TOLA (sic).” No entanto, a frase contém um erro básico da língua portuguesa: o uso da partícula aditiva “mais” no lugar do conector adversativo “mas”.
Segundo as normas gramaticais, a conjunção correta nesse contexto seria “mas”, que indica oposição. Além disso, a ausência de uma vírgula após a palavra “cega” também chamou atenção de especialistas e professores de português. A forma correta da frase seria: “A Justiça é cega, mas não é tola.”
A gafe não passou despercebida nas redes sociais. Internautas ironizaram o erro e questionaram o nível de cuidado na redação de decisões de grande relevância jurídica. A frase com erro foi amplamente compartilhada em perfis críticos ao ministro e a setores do Judiciário, gerando debates sobre a formalidade e o rigor técnico em documentos oficiais.
Diante da repercussão negativa, Moraes realizou uma retificação no texto publicado, substituindo o termo “mais” por “mas” e ajustando a pontuação. A nova versão da decisão já consta nos autos do processo no sistema do STF.
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