O que as pessoas usavam antes do papel higiênico? Uma viagem pela história da higiene íntima
Muito antes dos rolos branquinhos, a humanidade precisou ser criativa para se limpar

O que as pessoas usavam antes do papel higiênico? Uma viagem pela história da higiene íntima – Foto: freepik
Curiosidades – O papel higiênico, como conhecemos hoje, é um item relativamente recente na história da humanidade. No entanto, a necessidade de se limpar após as necessidades fisiológicas existe desde sempre — e, ao longo dos séculos, os métodos usados foram os mais variados, inusitados e, por vezes, pouco higiênicos. Cada civilização encontrou suas próprias soluções, influenciadas pela cultura, clima, recursos disponíveis e crenças religiosas.
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Civilizações antigas: pedras, conchas e até esponjas comunitárias
De acordo com o Portal O Globo, na Roma Antiga, por exemplo, era comum o uso de uma esponja presa a um bastão, compartilhada entre usuários em banheiros públicos. Essa esponja era lavada com água salgada ou vinagre antes de ser reutilizada. Já na Grécia, pedras arredondadas serviam para essa finalidade. Em outras regiões do mundo antigo, folhas, pedaços de pano, gravetos ou conchas eram opções recorrentes — desde que estivessem ao alcance e fossem descartáveis ou laváveis.
O que dizia o Alcorão, e o papel da água nas culturas islâmicas
Em muitas culturas do Oriente Médio, o uso da água sempre foi considerado mais higiênico do que o uso de materiais secos. O Alcorão, inclusive, recomenda o uso de água para a limpeza após as necessidades fisiológicas. Até hoje, esse costume está presente em diversas nações muçulmanas, onde o papel higiênico é, muitas vezes, apenas um complemento — e não o método principal de higiene.
A Idade Média e os panos reutilizáveis
Durante a Idade Média, especialmente entre os mais abastados, pedaços de tecido eram usados e lavados após cada uso. Já os camponeses dependiam da natureza: feno, musgo e até areia fina eram empregados como alternativas. A noção de higiene íntima, entretanto, não era prioridade para boa parte da população europeia na época — o que contribuiu para a propagação de doenças e infecções.
O nascimento do papel higiênico moderno
Foi apenas no século XIX que o papel higiênico começou a ser comercializado em larga escala. Em 1857, Joseph Gayetty lançou nos Estados Unidos folhas de papel medicado vendidas em pacotes. Mas o rolo como conhecemos hoje só se popularizou no início do século XX. Antes disso, nos EUA, jornais e catálogos antigos eram comuns nos banheiros. Em zonas rurais, o famoso catálogo da Sears chegou a ser tão usado para higiene quanto para compras.
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Ainda hoje, nem todo mundo usa papel
Apesar da enorme popularidade do papel higiênico no Ocidente, bilhões de pessoas no mundo ainda preferem (ou só têm acesso a) outros métodos. Em diversas regiões da Ásia e da África, o uso da água segue predominante — por meio de chuveirinhos, jarros ou baldes. Já em áreas com menos recursos, improvisos com jornal, folhas ou panos ainda são comuns.
Veja também: Homem se passa por policial federal e furta papel higiênico em Manaus
Por: Mayara Leite – Estudante de jornalismo.
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