Hissa Abrahão confronta Marcelo Ramos sobre gastos do governo Lula e os dois entram em embate acalorado
As críticas giraram em torno dos gastos públicos, privilégios do Executivo e a responsabilidade fiscal do atual governo.
- Foto: reprodução
Notícias de política – O economista e ex-deputado federal Hissa Abrahão protagonizou um intenso embate com o também ex-parlamentar Marcelo Ramos (PT), ao criticar duramente a política fiscal do governo Lula e denunciar o que chamou de “privilégios mantidos pelo Executivo”. O confronto ocorreu ao vivo nesta quinta-feira (24/07), durante o programa Tribuna Livre, da Rede Onda Digital, apresentado pelo próprio Hissa.
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A discussão teve como ponto central os gastos públicos, a falta de cortes efetivos nas despesas do governo federal e o aumento da carga tributária. Hissa criticou diretamente o Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que a legenda falhou em aplicar uma política econômica consistente ao longo de seus mandatos desde a redemocratização. “O Brasil vive um descontrole fiscal. Em vez de conter gastos, o governo aumenta impostos como o IOF e mantém privilégios desnecessários, como as viagens internacionais da primeira-dama”, disparou.
Marcelo Ramos não deixou as críticas sem resposta e defendeu a gestão do presidente Lula (PT). Para o petista, o problema fiscal do país é muito mais profundo do que os episódios pontuais usados como exemplo por Hissa. “Essa crítica caberia ao Capitão Alberto Neto ou ao bolsonarismo, não a você, que entende de economia”, alfinetou Ramos, tentando desqualificar os argumentos como reducionistas e populistas.
A tensão aumentou quando Hissa reafirmou que autoridades públicas devem dar o exemplo e que a manutenção de mordomias, mesmo simbólicas, compromete a imagem do governo e sua narrativa de austeridade. “Não se pode cobrar sacrifícios da população enquanto se gasta com supérfluos em viagens internacionais”, afirmou. Para ele, tais ações fragilizam o discurso petista, que prometia romper com os métodos do governo anterior.
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Em um momento mais técnico do debate, Marcelo Ramos reconheceu a importância da responsabilidade fiscal, mas defendeu a taxação de bancos e grandes instituições financeiras como parte da solução para o reequilíbrio das contas públicas. “Não adianta falar em cortar só no Executivo. O sistema financeiro também precisa contribuir com o país”, disse.
Hissa então fez uma comparação direta entre os governos Lula e Bolsonaro, afirmando que o atual presidente manteve a prática de liberar emendas parlamentares para formar base política no Congresso, o que teria sido amplamente criticado pelo próprio PT no passado. “É incoerente. O que era condenado, agora virou prática. Isso frustra quem acreditou em uma mudança real”, concluiu.
O debate, marcado por momentos de tensão e divergências ideológicas, trouxe à tona o desgaste do discurso petista sobre ética fiscal e reforçou o papel das lideranças políticas na cobrança de posturas mais coerentes com as promessas feitas em campanha.
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