Motociclistas acusados de espancar agente da PF em Manaus vão responder por roubo e lesão grave
Entre os envolvidos, estão parentes de um juiz e de um desembargador.
- Foto: reprodução
Notícias de Manaus – Um grupo de sete motociclistas chamado “Casacos de Couro” que agrediu brutalmente um agente da Polícia Federal durante a madrugada de 18 de janeiro deste ano, em Manaus, se tornará réu por crimes graves após decisão da Justiça Federal do Amazonas. Os homens são acusados de espancar o policial, roubar sua carteira funcional e tentar ocultar o documento para impedir o flagrante. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) foi aceita pela Justiça, que determinou a citação dos acusados para apresentação de defesa.
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Os réus responderão pelos crimes de lesão corporal grave, roubo qualificado e ocultação de documento público, todos com agravantes como motivo fútil e uso de meios que dificultaram a defesa da vítima.
De acordo com o inquérito, a violência foi iniciada após os motociclistas bloquearem agressivamente a via, impedindo a passagem do veículo conduzido pelo agente na Avenida Recife, bairro Flores, Zona Centro-Sul da capital. Diante da situação, o policial acelerou na tentativa de seguir viagem, mas foi novamente interceptado pelo grupo, que iniciou as agressões.
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Segundo os laudos periciais anexados à investigação, o agente sofreu lesões graves, resultando em debilidade permanente. A carteira funcional, que foi levada pelos agressores, chegou a ser escondida com o objetivo de dificultar o flagrante e comprometer as investigações.
A denúncia aponta ainda que os acusados trocaram mensagens após o crime para atrapalhar o andamento do caso e esconder o paradeiro do documento funcional roubado. Entre os envolvidos, estão parentes de um juiz e de um desembargador, o que gerou ainda mais repercussão nas redes sociais e entre autoridades do Judiciário.
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A Polícia Federal segue acompanhando o andamento do processo. A expectativa é de que os acusados respondam em liberdade, mas a possibilidade de prisão preventiva ainda não foi descartada, a depender da evolução das investigações e da conduta dos réus durante o processo judicial.
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