Deputados do PL protestam em frente ao STF contra medidas impostas a Bolsonaro
Chrisóstomo defendeu a votação do projeto de lei que prevê anistia aos envolvidos nos atos extremistas de 8 de janeiro.
Notícias de Política – Os deputados federais Hélio Lopes (PL-RJ) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO) montaram, nesta sexta-feira (25/7), um acampamento improvisado em frente à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em protesto contra decisões da Corte que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Hélio Lopes, conhecido como “Hélio Negão”, instalou uma barraca no local e apareceu em vídeos publicados nas redes sociais com um esparadrapo na boca, afirmando ter iniciado um “jejum de palavras” como forma simbólica de demonstrar insatisfação. “Estou aqui para expressar minha indignação com essas covardias”, declarou o parlamentar. Ele ressaltou que não está armado e que sua presença no local não representa ameaça.
Em apoio ao colega, o deputado Coronel Chrisóstomo também decidiu permanecer em frente ao STF. “Decidi que também vou ficar aqui com Hélio Negão. Ao lado dele, junto com uma barraquinha simples, de plástico. Ninguém pode nos impedir. É o desejo do parlamentar, representante do povo brasileiro”, afirmou.
Chrisóstomo defendeu a votação do projeto de lei que prevê anistia aos envolvidos nos atos extremistas de 8 de janeiro. “Queremos votar o PL da Anistia, para já, para libertarmos todas as pessoas presas injustamente”, afirmou.
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O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também se manifestou nas redes sociais e informou que antecipará sua volta a Brasília para “garantir que os direitos dos parlamentares sejam respeitados”.
Hélio Lopes ainda criticou as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sob monitoramento eletrônico desde a semana passada. Bolsonaro está proibido de sair de casa entre 19h e 6h nos dias úteis, e durante todo o dia aos finais de semana. Também não pode manter contato com outros investigados no caso sobre a tentativa de golpe de Estado.
“Um homem com tornozeleira no pé. Sem crime, sem sentença. Apenas por ter ousado dar voz aos esquecidos. É uma suprema humilhação”, escreveu Hélio Lopes.
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