Carla Zambelli se diz “exilada política” na Itália e recebe apoio público de Flávio Bolsonaro
Parlamentar condenada pelo STF busca abrigo político e questiona Interpol sobre alerta de captura internacional.

Foto: Reprodução
Notícias de Política – A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), declarou estar vivendo como uma “exilada política” na Itália. Em vídeo divulgado por sua equipe, ela agradeceu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo apoio público e afirmou que sua situação se tornaria mais clara diante da repercussão internacional do caso.
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Zambelli foi sentenciada à prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela deixou o Brasil enquanto aguardava recurso em liberdade e agora tenta obter abrigo político na Europa. Em sua fala, dirigiu-se diretamente aos líderes italianos Giorgia Meloni e Matteo Salvini, reforçando o discurso de perseguição política.
“Quero agradecer ao Flávio Bolsonaro por falar por mim. Ele pediu à primeira-ministra e ao vice-primeiro-ministro da Itália que me recebessem, porque sou uma exilada política. Tudo isso só ajuda a mostrar o que estou vivendo”, disse Zambelli, destacando o vídeo do senador divulgado em entrevista no último dia 24 de julho.
Na mesma entrevista, Flávio Bolsonaro reforçou o apelo: “Quero pedir às autoridades italianas que abram as portas do governo para essa perseguida política. Ela sabe que não teria um julgamento justo no Brasil — já foi pré-condenada.”
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A deputada afirmou ainda que não tem mantido contato com o senador ou outros aliados, mas agradeceu aos colegas que lhe enviaram mensagens de apoio. Também elogiou o trabalho de seu advogado, Fábio Pagnozzi.
Enquanto busca apoio político fora do país, Zambelli tenta entender sua situação legal no cenário internacional. Sua defesa enviou um requerimento à Interpol solicitando acesso a informações sobre um possível alerta de captura em seu nome. O documento, assinado por Pagnozzi, argumenta que a parlamentar enfrenta “sérias alegações de perseguição política” e pede acesso a qualquer dado que a inclua na lista de procurados da organização.
A solicitação menciona ainda o Itamaraty como intermediador dos pedidos de cooperação internacional, mas, segundo a defesa, ainda não houve resposta oficial do governo brasileiro.
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