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Promotor do AM que chamou Lula de “bandido” segue sob investigação do CNMP

Além dessa apuração, Walber responde a outro PAD por ter comparado a advogada Catharina Estrella a uma cadela em sessão do júri.

Por Jonas Souza

26/07/2025 às 16:12 - Atualizado em 05/08/2025 às 00:34

Notícias do Amazonas   – O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu por unanimidade estender por mais 180 dias o prazo da investigação disciplinar contra o promotor de Justiça Walber Luís Silva do Nascimento. Ele é acusado de proferir ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros de tribunais superiores durante uma sessão do Tribunal do Júri realizada em Manaus, no dia 19 de junho de 2023.

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Leia mais: TRE-AM informa a Moraes que Bolsonaro e núcleo investigado por golpe não têm antecedentes criminais

A prorrogação foi autorizada na quinta-feira (24) após necessidade de mais tempo para conclusão da instrução processual. O relator do caso, conselheiro Antônio Edílio Magalhães Teixeira, explicou que as investigações ainda estão em andamento e foram interrompidas por um recurso pendente apresentado pela defesa do promotor.

O processo administrativo disciplinar (PAD) foi instaurado em dezembro de 2023, com base em denúncia que apontou que Walber chamou Lula de “bandido” e “líder da quadrilha dos ladrões”. Ele também sugeriu que ministros dos tribunais superiores atuavam “a serviço dessa quadrilha chamada Partido dos Trabalhadores”. A Corregedoria Nacional concluiu que o promotor violou ao menos três deveres funcionais previstos na Lei Orgânica do Ministério Público do Amazonas, incluindo o de manter conduta ilibada em sua vida pública e privada.

Segundo o relator, as declarações foram consideradas desrespeitosas e incompatíveis com a dignidade do cargo ocupado. A gravação em áudio da sessão reforçou a necessidade de prosseguir com a apuração.

Walber, por sua vez, defendeu que suas falas não representavam sua opinião pessoal, mas constituíam uma estratégia provocativa para questionar a imparcialidade de um jurado que, conforme ele alegou, estava em “estado de embriaguez política” ao fazer o gesto da letra “L” — referência ao presidente Lula. O relator rejeitou essa justificativa, afirmando que o contexto não minimiza a gravidade da conduta e que aspectos particulares devem ser esclarecidos durante o processo.

Além dessa apuração, Walber responde a outro PAD por ter comparado a advogada Catharina Estrella a uma cadela em sessão do júri realizada em setembro de 2023. Na ocasião, afirmou que tal comparação “seria ofensa ao animal”. Esse processo também foi prorrogado pelo CNMP em abril deste ano.

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