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Rondônia

Justiça anula votos do Podemos por fraude à cota de gênero em RO e seis políticos podem ficar inelegíveis

De acordo com a sentença, a candidatura de Alzenira Dantas Coelho foi usada de forma fraudulenta.

Por Jonas Souza

26/07/2025 às 18:54 - Atualizado em 05/08/2025 às 00:35

Notícias de Rondônia – A Justiça Eleitoral anulou todos os votos recebidos pelo partido Podemos nas eleições municipais de 2024 em Itapuã do Oeste, Rondônia. A decisão foi motivada pela constatação de fraude à cota de gênero, após o partido registrar uma candidatura feminina considerada fictícia apenas para cumprir a exigência legal de participação mínima de mulheres na chapa.

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De acordo com a sentença, a candidatura de Alzenira Dantas Coelho foi usada de forma fraudulenta. Ela obteve apenas seis votos, não arrecadou recursos, não prestou contas e praticamente não participou da campanha eleitoral. O juiz responsável pelo caso entendeu que a candidatura foi registrada apenas para “cumprir tabela”.

Como consequência, além da anulação dos votos, o juiz determinou:

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  • A cassação dos mandatos de todos os eleitos e suplentes do partido;

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  • A recontagem dos votos para o cargo de vereador no município;

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  • A declaração de inelegibilidade por oito anos para os seis envolvidos na fraude: Robson José Melo de Oliveira, Alzenira Dantas Coelho, Antônio Costa Sena, Raimundo Borges Filho, Márcio Lopes de Farias e Marleide Tenoria de Oliveira.

Robson José foi o único eleito pelo partido e, segundo a Justiça, teve participação direta na manutenção da candidatura irregular, mesmo após Alzenira ter solicitado a retirada da candidatura.

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Apesar da decisão, os envolvidos ainda podem recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO). No entanto, os efeitos da decisão são imediatos: os mandatos podem ser cassados e os votos anulados, mesmo com recursos em andamento.

O juiz destacou na sentença que o uso de mulheres como candidatas fictícias fere os princípios da cota de gênero e enfraquece a representatividade feminina na política.

O que diz a defesa?

Em nota, a defesa dos envolvidos informou que irá recorrer da decisão, alegando que há divergências jurídicas sobre o que caracteriza fraude à cota de gênero. Os advogados afirmam que não existem provas suficientes de fraude e que as candidaturas femininas foram legítimas e com compromisso político, conforme depoimentos e documentos anexados ao processo.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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