Casos de febre Oropouche saem da Amazônia e ultrapassam 11 mil em todo o Brasil
Doença antes restrita à Amazônia avança por 18 estados e o DF.

Foto: Reprodução Pixabay
Notícias do Amazonas – A febre Oropouche já provocou mais de 11.800 casos confirmados no Brasil somente em 2025, com registros em 18 estados e no Distrito Federal. A doença, que antes era limitada à região amazônica, se espalha rapidamente e já causou pelo menos quatro mortes: três no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo.
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Pesquisadores identificaram uma nova linhagem do vírus, originada na Amazônia, que contribuiu para a expansão da doença para outras regiões. Estudos apontam que a variante chegou ao Sudeste entre 50 e 100 dias antes dos primeiros surtos, o que dificultou a contenção. Cidades pequenas foram até quatro vezes mais afetadas do que os grandes centros urbanos.
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Entre os fatores que favorecem a propagação do vírus estão o desmatamento, mudanças climáticas e o aumento da presença do mosquito maruim (Culicoides paraensis), vetor da doença. Eventos como o El Niño e alterações no regime de chuvas também ampliaram o risco de surtos.
A febre Oropouche tem sintomas semelhantes aos da dengue e chikungunya: febre alta, dores musculares, articulares, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Em alguns casos, os sintomas reaparecem dias depois em menor intensidade. Complicações como meningoencefalite e sangramentos também foram registradas.
A doença preocupa ainda mais por seus efeitos em gestantes: já há relatos de mortes e malformações fetais, como microcefalia, associadas à infecção. Embora a transmissão sexual não esteja confirmada, autoridades recomendam o uso de preservativo durante o período de sintomas.
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Não existe vacina ou tratamento específico contra o vírus. O cuidado é sintomático, com uso de analgésicos, hidratação e repouso.
Diante do avanço da doença, o Ministério da Saúde ampliou o monitoramento e o treinamento de profissionais da atenção básica para diagnóstico e prevenção. A orientação para a população inclui o uso de roupas compridas, repelente, proteção em portas e janelas, e eliminação de criadouros do mosquito em matéria orgânica e ambientes úmidos.
Com a expansão da febre Oropouche, especialistas reforçam a importância da vigilância genômica e da atuação conjunta entre saúde pública, ciência e população para evitar novas epidemias.
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