Rodrigo Pacheco critica pedidos de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro
Senador mineiro diz que quem tentou destruir a democracia não pode ser perdoado com anistia ampla.
- Senador Rodrigo Pacheco. – Foto: Pedro França / Agência Senado
Notícias do Brasil – Durante agenda oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (24), no Vale do Jequitinhonha (MG), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, se posicionou de forma veemente contra a proposta de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
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“Aqueles que negaram a democracia agora pedem anistia. Isso deve ser resistido por todos nós, homens públicos responsáveis”, declarou Pacheco, em referência aos atos promovidos por extremistas bolsonaristas que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Pacheco, que presidia o Senado na época dos ataques, lembrou a gravidade dos acontecimentos e criticou quem tenta minimizar os atos, dizendo que tratam o episódio como se fosse “um passeio no parque”. Ele reforçou que as instituições brasileiras reagiram e seguem firmes na defesa do Estado democrático de direito.
A declaração ocorre em meio à pressão da oposição no Congresso Nacional, que tem como uma de suas principais pautas o perdão judicial aos envolvidos nos atos golpistas. A expectativa é que o tema volte com força após o recesso parlamentar em agosto.
O senador mineiro tem acompanhado Lula em diversas agendas em Minas Gerais e é apontado como possível candidato ao governo do estado em 2026, com apoio do presidente.
O STF já iniciou o julgamento de 31 pessoas acusadas de envolvimento direto ou indireto nos atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como um dos articuladores da tentativa de golpe.
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