Davi Alcolumbre não sinaliza apoio a impeachment de Moraes e mantém silêncio sobre pedidos, aponta site
Senador Flávio Bolsonaro protocolou, no último dia 23 de julho, mais um pedido de impeachment contra Moraes.
- Davi Alcolumbre, presidente da CCJ do Senado, não tem dado andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, apesar das pressões da família Bolsonaro.
- Alcolumbre considera que o impeachment de ministros do STF não é a solução e defende a necessidade de atualizar a legislação sobre o tema, que considera ultrapassada.
- O senador mantém postura de silêncio e distanciamento, avaliando que qualquer movimento nesse sentido pode agravar o embate entre Legislativo e Judiciário em um contexto de polarização.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: divulgação
Notícias do Brasil – O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não tem dado qualquer sinal de que pretende dar andamento aos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo revelou reportagem do portal UOL. Mesmo diante das pressões recentes, especialmente da família Bolsonaro, o senador mantém a postura de silêncio e distanciamento sobre o tema.
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Segundo o portal, Alcolumbre disse aos pares no Senado que continua pensando que o impeachment de um ministro da Corte “não é a solução”.
O tema voltou ao centro das atenções após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolar, no último dia 23 de julho, mais um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. O documento acusa o magistrado de perseguição política, parcialidade e violações constitucionais — denúncias que já aparecem em outros pedidos anteriores que seguem parados na mesa do Senado.
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Alcolumbre já manifestou em outras ocasiões uma crítica mais ampla sobre o próprio formato do processo. Em fevereiro deste ano, ao comentar a legislação que rege o impeachment de ministros do Supremo, o senador considerou a norma — datada de 1950 — como ultrapassada e incompatível com a atual realidade institucional do país.
Durante entrevista à RedeTV! naquela época, o parlamentar afirmou que é necessário repensar a legislação sobre o tema. Para ele, o Senado não pode continuar sendo visto como um “órgão de correição” do STF. Sem citar diretamente Moraes ou qualquer outro ministro, Alcolumbre defendeu a construção de um novo marco legal para tratar eventuais desvios de conduta na mais alta Corte do país.
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“Um processo de impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal em um país dividido vai causar problema para 200 milhões de brasileiros. Não é a solução”, disse.
Impasse permanece
Mesmo com os recentes apelos da base bolsonarista, Alcolumbre segue sem movimentar os processos. Interlocutores no Senado avaliam que o presidente da CCJ enxerga como arriscada qualquer iniciativa que possa aprofundar o embate entre o Legislativo e o Judiciário, sobretudo num momento de forte polarização.
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