Rossieli Soares que vai assumir Seduc em Minas Gerais já foi condenado a devolver R$ 2,2 milhões no Amazonas
Nomeação de Rossieli Soares em Minas gera reação por histórico controverso.
- Foto: Divulgação
O ex-ministro da Educação Rossieli Soares foi oficializado como novo secretário de Estado de Educação de Minas Gerais. O anúncio foi feito na última sexta-feira (25), marcando o fim da gestão do servidor de carreira Igor Alvarenga, que estava à frente da pasta desde 2022. A transição deverá ocorrer nesta semana.
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Rossieli, que teve passagens por diferentes governos estaduais e federais, carrega um histórico controverso. Antes de chegar a Minas, ele comandou a Secretaria de Educação do Pará entre agosto de 2023 e junho de 2025. Sua saída, oficializada há pouco mais de um mês, ocorreu após forte pressão de sindicatos, professores e lideranças indígenas, que criticaram sua condução considerada autoritária e descolada das realidades locais.
Apesar de ter promovido iniciativas como a ampliação do ensino integral e a criação do Centro de Mídias da Educação Paraense (Cemep), Rossieli enfrentou protestos por falta de diálogo e pela imposição de políticas públicas sem ampla escuta das comunidades escolares, especialmente em áreas indígenas e rurais.
Sua trajetória, no entanto, não se resume ao Pará. Rossieli foi ministro da Educação durante o governo Michel Temer, entre abril e dezembro de 2018, e também esteve à frente das secretarias de Educação de São Paulo (2019-2022) e do Amazonas (2012-2016). No Amazonas, aliás, ele foi condenado por improbidade administrativa. A decisão da Justiça do Estado foi motivada por irregularidades em contratos para construção de escolas. Em 2017, o Tribunal de Contas do Amazonas determinou que ele e uma construtora devolvessem R$ 2,2 milhões aos cofres públicos por pagamentos feitos a obras que nunca saíram do papel.
A nomeação de Rossieli para a Educação mineira tem dividido opiniões. Enquanto setores do governo estadual destacam sua “experiência técnica” e “conhecimento da área educacional”, representantes de movimentos sociais e educadores veem sua chegada com desconfiança. A principal crítica é que a escolha desconsidera o acúmulo de controvérsias que marcaram suas gestões anteriores, especialmente no que diz respeito à transparência e à relação com a comunidade escolar.
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