Duas mulheres tomam posse como desembargadoras e reforçam presença feminina no TJAM
Lia Maria Guedes de Freitas e Ida Maria Costa de Andrade foram promovidas por antiguidade e merecimento, respectivamente.

Foto: Chico Batata/TJAM
Notícias do Amazonas – Em uma cerimônia carregada de simbolismo, emoção e representatividade, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) empossou, nesta segunda-feira (28), duas novas desembargadoras: Lia Maria Guedes de Freitas e Ida Maria Costa de Andrade. A solenidade ocorreu no auditório do Centro Administrativo Desembargador José de Jesus Ferreira Lopes, em Manaus, e contou com a presença de diversas autoridades, como o ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça, o governador Wilson Lima e o prefeito David Almeida.
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Lia Guedes foi promovida pelo critério de antiguidade, enquanto Ida Andrade ascendeu ao 2.º Grau por merecimento, sendo a primeira magistrada do Amazonas a ocupar a vaga por meio de uma lista exclusivamente feminina — instrumento garantido pela Resolução nº 525/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), voltada à promoção da equidade de gênero no Judiciário.
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A cerimônia emocionou os presentes em diversos momentos. Durante a tradicional troca da toga de juíza pela de desembargadora, familiares e amigas participaram ativamente, simbolizando as raízes e o apoio que sustentaram a trajetória das novas integrantes da Corte. Em um gesto marcante, Lia Maria entregou sua antiga toga à sobrinha, reforçando o compromisso de inspirar as novas gerações.
Em seus discursos de posse, ambas as magistradas destacaram não apenas conquistas individuais, mas também reflexões institucionais sobre o papel do Judiciário na sociedade. Lia Guedes falou sobre os desafios contemporâneos da magistratura diante da desinformação e da polarização, e reforçou que o Direito “exige equilíbrio, responsabilidade e respeito à dignidade humana”. Já Ida Andrade homenageou a mãe, servidora histórica do TJAM, e defendeu ações afirmativas para garantir espaço às mulheres, especialmente às negras, nos postos de decisão. “Não se trata de privilégio, mas de assegurar o direito constitucional à igualdade de oportunidades”, declarou.
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O ministro Mauro Campbell celebrou a posse como um marco da política afirmativa do CNJ, afirmando que a iniciativa visa corrigir distorções históricas: “Não é para dividir, é para aproximar”. O governador Wilson Lima também elogiou o avanço: “Hoje o TJAM conta com dez desembargadoras, sendo metade delas nomeadas a partir de 2019. Isso mostra que a competência independe de gênero”.
Para o presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, a posse representa o reconhecimento de histórias de dedicação à Justiça. Em sua saudação, ele recordou a formação e a trajetória das novas integrantes, exaltando o legado que ambas construíram ao longo dos anos.
Com a posse, o Tribunal dá mais um passo rumo a uma magistratura mais plural e representativa, refletindo a diversidade da sociedade amazonense. A solenidade foi acompanhada por representantes dos Três Poderes, das Forças Armadas, do Ministério Público, da OAB, universidades, e familiares das novas desembargadoras, que agora passam a integrar o 2.º Grau do Judiciário estadual.
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