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Eleições 2018

Bolsonaro é o candidato que menos gastou com campanha e lidera intenções de voto

Na média, o presidenciável gastou apenas 38.000 reais por eleitor, de longe o menor investimento da história recente das eleições nacionais.

Por Natan AMPOST

26/09/2018 às 16:15 - Atualizado em 27/09/2018 às 12:51

Se dinheiro gasto fosse sinônimo de votos, o cenário eleitoral seria muito diferente do que é. Com as mudanças nas regras do financiamento — que fixa limites de custos de campanha e regulamenta a distribuição do fundo eleitoral –, muitos candidatos perderam os volumosos orçamentos que antes eram uma realidade.

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O presidenciável Henrique Meirelles (MDB), é o candidato que mais gastou até agora (43 milhões de reais), boa parte com financiamento próprio. Ainda assim, tem, segundo o último levantamento do Ibope, 2% das intenções de voto. Ou seja: cada ponto percentual de Meirelles custou 21,5 milhões de reais, quase o triplo do gasto por eleitor de Dilma em 2014.

Do outro lado da moeda está também presidenciável, Jair Bolsonaro (PSL), que com apenas 1,1 milhão de reais investidos conquistou 28% das intenções de voto no primeiro turno graças ao uso intensivo de redes sociais para compensar os míseros oito segundos que sua chapa tem de tempo de televisão. Na média, Bolsonaro gastou apenas 38.000 reais por eleitor, de longe o menor investimento da história recente das eleições nacionais.

Em 2018, as principais fontes de financiamento dos partidos são um recém-criado fundo público de campanhas que distribuiu 1,7 bilhão de reais e doações pessoais. As mudanças no financiamento, e a evolução do uso de redes sociais pelos candidatos, mudaram a dinâmica dos gastos eleitorais. Nunca antes na história desse país dinheiro foi tão pouco importante para a conquista de votos.

A campanha do tucano Geraldo Alckmin, que empata em gastos com a de Meirelles: 43 milhões de reais. Apesar disso, Alckmin não consegue decolar nas pesquisas, o que faz com que atualmente cada um dos 8 pontos percentuais que tem nas pesquisas de intenção de voto tenha custado 5,3 milhões de reais.

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Passado de exageros
A diferença entre os volumes de gastos é assombrosa: em 2014, duas campanhas, de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) gastaram 573 milhões de reais (ou 724 milhões em valores corrigidos). No total, a campanha de 2014 custou 6,3 bilhões de reais. Até esta quarta-feira, as campanhas presidenciais de 2018 gastaram 130,4 milhões de reais, segundo dados divulgados ao Tribunal Superior Eleitoral.

A diferença de patamar se explica: mudanças na lei eleitoral vetaram a doação de empresas para este ano. Em 2014, o grupo JBS, sozinho, doou 69 milhões de reais — os objetivos ficaram claros com as investigações da operação Lava-Jato, que levaram seus controladores à prisão.

Dilma Rousseff, candidata que mais gastou nas eleições de quatro anos atrás, torrou 350 milhões de reais, e conquistou 40% dos votos no primeiro turno. Ou seja, seu gasto por ponto conquistado foi de 8,7 milhões de reais. Aécio Neves, segundo melhor colocado, gastou um total de 223 milhões de reais, e conquistou 24% das intenções de voto. O gasto médio por ponto foi, portanto, de 9 milhões de reais. Dilma venceu as eleições, mas sofreu impeachment em 2016.

O total gasto em 2018 é menor até do que nas eleições de 16 anos atrás, quando os dois primeiros colocados, sozinhos, gastaram 195 milhões de reais, em valores atualizados. Naquela época, a correlação entre gasto e voto era mais nítida. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva gastou 39 milhões de reais (cerca de 104 milhões de reais em valores corrigidos), e obteve 46% dos votos no primeiro turno. Ou seja, cada ponto percentual custaria, em valores atuais, 2,2 milhões de reais. O segundo colocado, José Serra (PSDB), gastou 34 milhões de reais, ou 91 milhões em valores atuais, e levou 23% dos votos: 3,9 milhões por ponto percentual.

Fonte: Exame

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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