Barroso provoca Trump e diz que é preciso “fazer da mentira algo errado de novo”
Ministro do STF faz alusão ao slogan do ex-presidente dos EUA durante congresso internacional.

Foto: Rosinei Coutinho/STF
Notícias do Mundo – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, fez uma crítica velada ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma palestra nesta segunda-feira (28), em Brasília. Em discurso em inglês para advogados e estudantes de Direito, Barroso afirmou: “Deveríamos fazer com que mentir seja errado de novo” (“we should make lying wrong again”), em uma clara alusão ao slogan trumpista “Make America great again”.
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A fala ocorreu durante um painel do congresso internacional da International Society of Public Law (Icon.S), que tratou de temas como digitalização, autoritarismo e democracia. Barroso defendeu a regulação das redes sociais imposta pelo STF, destacando a importância da responsabilização das plataformas por conteúdos de seus usuários.
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“Em uma democracia aberta e pluralista, a verdade não tem dono. Mas mentir não é uma estratégia política legítima. Uma causa que se baseia em engano, ódio ou desinformação não pode ser uma causa justa. Então, deveríamos fazer da mentira algo errado novamente”, declarou o ministro.
O discurso acontece em meio a uma escalada de tensão entre autoridades brasileiras e o governo dos Estados Unidos. Recentemente, Trump anunciou uma taxação de 50% sobre produtos brasileiros, medida que entra em vigor nesta sexta-feira (1º).
Segundo o ex-presidente norte-americano, a decisão se baseia, entre outros fatores, no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF e em decisões do ministro Alexandre de Moraes contra empresas de tecnologia.
Além disso, no último dia 18, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos de Barroso, seus colegas de Corte e familiares. A medida foi tomada horas depois de Moraes aplicar novas restrições contra Bolsonaro. Entre os ministros que teriam sido afetados estão Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes.
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