Alberto Neto destinou emenda de meio milhão de reais a associação alvo da PF suspeita de desvio de recursos públicos
Associação Moriá é investigada por suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas destinadas à realização de projeto gamer.
- Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Notícias do Amazonas – O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) direcionou, em 2024, R$ 500 mil em emenda parlamentar para a Associação Moriá, entidade sediada no Distrito Federal que atualmente se tornou alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) por suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares destinados à realização de projeto gamer.
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Segundo o Portal da Transparência, a emenda empenhada por Alberto Neto era para a implementação e desenvolvimento de jogos educacionais digitais no Amazonas, conhecido como e-sports, o evento é chamado de JEDIS/AM. A verba estava vinculada a um termo de fomento com o Ministério do Esporte.
A reportagem do Portal AM POST procurou a assessoria do deputado Alberto Neto e pediu um posicionamento sobre mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. Segue aberto espaço para manifestação.
Sobre a operação Korban
A operação da PF, batizada de Korban, foi deflagrada nesta terça-feira (29) e tem como objetivo principal esclarecer o destino de aproximadamente R$ 15 milhões em verbas federais repassadas à Moriá. O dinheiro, segundo os investigadores, seria usado para a promoção de jogos digitais educacionais voltados a crianças e adolescentes, com foco em títulos como Free Fire, Valorant, LoL, Teamfight Tactics e eFootball.
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O caso ganhou repercussão após vir à tona que, em apenas dois anos, a associação recebeu cerca de R$ 53 milhões por meio de emendas parlamentares — R$ 46 milhões dos quais para um único programa educacional gamer. O inusitado é que a entidade é liderada por um ex-cabo do Exército, um motorista e uma esteticista, conforme revelado por documentos oficiais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, relator do caso, autorizou 16 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do país. Ele também determinou a suspensão de novos repasses federais à Associação Moriá e proibiu a entidade de realizar qualquer tipo de transferência financeira a empresas subcontratadas no âmbito dos projetos investigados.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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