Trump optou por “passo menor” ao não cortar Brasil do sistema financeiro, diz assessor
Sanção mais dura estava em avaliação na gestão do presidente norte-americano.

Joyce N. Boghosian/Casa Branca (via Flickr)
Notícias do Mundo – Durante declarações recentes sobre a política externa da gestão do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o representante comercial Jamieson Greer afirmou que a aplicação de tarifas elevadas ao Brasil foi uma medida deliberadamente moderada.
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Segundo ele, Trump teria optado por um “passo menor”, ao invés de impor sanções mais severas como a exclusão do país do sistema financeiro internacional.
A fala ocorre após o anúncio de uma tarifa de até 50% sobre produtos brasileiros, o que gerou reação do governo brasileiro e de especialistas em comércio internacional. Greer defendeu a decisão, dizendo que o valor não é “fora do comum” em casos de tensão diplomática e alegou que tarifas são “mais leves que sanções”, pois não impedem o comércio, apenas o tornam mais oneroso com a cobrança de taxas adicionais.
Ele também justificou a medida com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), mencionando preocupações da gestão Trump sobre o que chamou de “lawfare” e “uso indevido da democracia” no Brasil. De acordo com Greer, essas seriam razões para considerar ações mais duras, mas a decisão final foi por uma abordagem menos agressiva.
“A tarifa foi uma forma de pressionar, sem romper totalmente os canais comerciais. Trump poderia ter ido mais longe, mas escolheu uma resposta que ainda permite comércio com o Brasil, mesmo que sob custos adicionais”, afirmou Greer.
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